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Terrorismo Atentados suicidas deixam 16 mortos no nordeste da Nigéria Outras duas explosões aconteceram quase ao mesmo tempo no mesmo local, deixando como vítimas apenas as mulheres-bomba

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 19/06/2017 08:51 Atualizado em:

Atentados suicidas coordenados deixaram 16 mortos no domingo em um campo de deslocados na periferia de Maiduguri, capital do estado de Borno (nordeste), afirmou nesta segunda-feira a Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA).

O porta-voz da NEMA, Abdulkadir Ibrahim, afirmou que "duas mulheres ativaram cinturões de explosivos às 20H45 (16H45 de Brasília) na localidade de Kofa", que abriga um grande campo de deslocados pelo conflito com o grupo jihadista nigeriano Boko Haram. 

Os ataques provocaram 16 mortes e deixaram dezenas de feridos.

Outras duas explosões aconteceram quase ao mesmo tempo no mesmo local, deixando como vítimas apenas as mulheres-bomba.

Dalori fica a 10 quilômetros da grande cidade de Maiduguri e abriga dezenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas em consequência do conflito violento entre o exército da Nigéria e Boko Haram.

Em janeiro de 2016, 85 pessoas morreram no mesmo campo, em um ataque executado pelos insurgentes.

O Boko Haram, que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) em 2015, e a repressão das autoridades provocaram mais de 20.000 mortos e 2,6 milhões de deslocados desde o início da insurreição em 2009.
Corpos foram encontrados em casas localizadas em áreas isoladas. Os moradores de pelo menos três localidades próximas a Pedrógão Grande foram retirados de suas residências. 

Algumas vítimas identificadas "morreram em suas casas, que não deixaram a tempo", afirmou o primeiro-ministro António Costa, que pediu à população que respeite as ordens de evacuação. 

"Se deixar a minha casa, vai queimar tudo, pois não temos ninguém que nos ajude", declarou Fernando Pais, um agricultor de 50 anos que morava com a mulher e o filho em Trespostos, perto da localidade de Campelo. 

A família Pais não abandonou sua casa e luta sozinha contra as chamas com uma simples mangueira. 

"Conhecia várias vítimas. Uma amiga perdeu a mãe e a filha de quatro anos porque não conseguiu retirá-las da parte de trás do carro", disse Isabel Ferreira, de 62 anos, habitante da região.

A polícia determinou que uma tempestade seca provocou as chamas e descartou a possibilidade de incêndio criminoso. 


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