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EUA Oficial da Marinha rejeita convite de Trump para Segurança Nacional Com isso, o governo do presidente eleito continua sem um substituto para Michael Flynn

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 17/02/2017 09:19 Atualizado em:

O "não" coroou uma quinta-feira bastante agitada para o presidente Trump, que atacou os políticos e a imprensa em entrevista coletiva. Foto: AFP/MANDEL NGAN
O "não" coroou uma quinta-feira bastante agitada para o presidente Trump, que atacou os políticos e a imprensa em entrevista coletiva. Foto: AFP/MANDEL NGAN

O vice-almirante Robert Harward, oficial reformado da Marinha dos EUA, teria recusado o convite feito pelo presidente Donald Trump para assumir o posto de conselheiro de Segurança Nacional - informou a imprensa americana.

Com isso, o governo Trump continua sem um substituto para Michael Flynn, que foi obrigado a renunciar no início desta semana, após a revelação de conversas por telefone com o embaixador da Rússia em Washington durante a campanha eleitoral.

Em um comunicado lido na CNN, Harward disse que rejeitava a posição, porque "não poderia se comprometer".

"Esse trabalho exige 24 horas por dia, sete dias por semana e um compromisso para fazer isso bem. Atualmente, não posso me comprometer", diz o comunicado de Harward.

No entanto, vários meios de comunicação americanos, como a CNN e o site Politico, afirmaram que a decisão de Harward se deu pelo fato de não haver garantias suficientes de que ele seria o verdadeiro responsável por definir a política no Conselho de Segurança Nacional (CSN).

Ao contrário do que acontecia na administração de Barack Obama, Donald Trump nomeou seu conselheiro estratégico Stephen Bannon como membro permanente do CSN, uma espécie de pequeno ministério das Relações Exteriores dentro da própria Casa Branca.

A reorganização deste influente círculo, que aconselha o presidente em termos de segurança, supõe que o chefe do Estado-Maior do Exército e o diretor da inteligência americana ficarão, em parte, excluídos, e já nem sempre participarão nas reuniões do CSN.

Harward, de 60 anos, passou grande parte de sua carreira no Navy SEAL, a unidade de operações especiais, e dirigiu uma unidade especializada no Oriente Médio.

Também colaborou estreitamente com o general agora reformado James Mattis, o atual secretário de Defesa.

O "não" coroou uma quinta-feira bastante agitada para o presidente Trump, que atacou os políticos e a imprensa em entrevista coletiva de 1h15 na Casa Branca.

A repeito do caso Flynn, Trump, descartou contatos dele próprio ou de membros de sua equipe com funcionários russos durante a campanha eleitoral no ano passado e atribuiu toda a controvérsia a "notícias falsas".

"Isso da Rússia são notícias falsas. São falsidades divulgadas pela imprensa", disse Trump em uma coletiva de imprensa convocada em caráter de urgência pela Casa Branca.

Segundo informações difundidas pela imprensa desde a quarta-feira, integrantes da equipe de Trump mantiveram contato regular com funcionários russos durante a campanha eleitoral, na qual, segundo agências americanas de Inteligência, a Rússia buscou prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton.

Ao ser consultado concretamente se alguém de seu entorno havia mantido contato com funcionários russos, Trump foi direto: "Não. Não sei de ninguém que o tenha feito", disse.

O governo continua ressentindo-se do escândalo, provocado na segunda-feira pela renúncia precipitada de Flynn, por ter conversado em dezembro com o embaixador russo em Washington sobre as sanções que o governo de Barack Obama preparava contra Moscou.

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