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Conflito Guerra no Iêmen deixa mais de mil crianças mortas Representante do Unicef pede a todas as partes em disputa para "proteger as crianças e parar os ataques contra infraestruturas civis"

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 11/01/2017 17:56 Atualizado em: 11/01/2017 18:06

"Desde a escalada do conflito, as Nações Unidas verificaram que cerca de 1.400 crianças foram mortas e mais de 2.140 feridas", declarou representante da Unicef no Iêmen. AFP/Arquivos Mohammed HUWAIS
"Desde a escalada do conflito, as Nações Unidas verificaram que cerca de 1.400 crianças foram mortas e mais de 2.140 feridas", declarou representante da Unicef no Iêmen. AFP/Arquivos Mohammed HUWAIS

Cerca de 1.400 crianças iemenitas morreram e cerca de 2.000 escolas estão fora de uso desde a escalada da guerra no Iêmen, em março de 2015, anunciou nesta quarta-feira, em Sanaa, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Desde a escalada do conflito, as Nações Unidas verificaram que cerca de 1.400 crianças foram mortas e mais de 2.140 feridas", declarou à imprensa a representante do Unicef no Iêmen, Meritxell Relano.

"Quase 2.000 escolas no Iêmen não podem ser usadas porque foram destruídas, danificadas, usadas para abrigar famílias deslocadas ou para fins militares", acrescentou.

Relano cita como exemplo a morte confirmada na terça-feira de uma criança perto de uma escola ao norte de Sanaa durante um ataque aéreo que feriu outras quatro.

Um oficial militar iemenita e uma fonte médica forneceram números diferentes para o ataque atribuído à coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, evocando cinco mortos, incluindo duas crianças, e 13 feridos.

O ataque teve como alvo um mercado perto da escola al-Falah no bairro de Nihm, ao nordeste da capital, sob controle dos rebeldes xiitas huthis.

"As escolas deveriam ser zonas de paz, santuários onde as crianças podem aprender, crescer, brincar e estar em segurança", acrescentou o representante do Unicef.

Ele voltou a pedir a todas as partes em conflito e àqueles que têm influência sobre os protagonistas para "proteger as crianças e parar os ataques contra infraestruturas civis".


Segundo ela, 1.363 crianças foram recrutados pelas partes em conflito no país. AFP/Arquivos SALEH AL-OBEIDI
Segundo ela, 1.363 crianças foram recrutados pelas partes em conflito no país. AFP/Arquivos SALEH AL-OBEIDI


- 1.363 crianças-soldados -

Relano também pediu aos beligerantes para facilitar a entrega de ajuda humanitária e impedir o recrutamento de crianças-soldados.

Segundo ela, 1.363 crianças foram recrutados pelas partes em conflito no país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conflito no Iêmen já provocou mais de 7.350 mortos e 39.000 feridos em 20 meses, números que incluem civis e combatentes.

Esta guerra opõe os rebeldes huthis apoiados pelo Irã às forças pró-governo apoiadas pela coalizão árabe sob a liderança saudita.

Relano também detalhou as intervenções do Unicef no ano passado para ajudar as crianças no Iêmen, "apesar da difícil situação no terreno", e os seus planos para 2017.

Segundo ela, em 2016, o Unicef prestou assistência médica a mais de um milhão de crianças menores de cinco anos, bem como para mais de 550.000 mulheres grávidas ou amamentando.

O Unicef contribuiu para uma campanha de vacinação contra a poliomielite que atingiu quase 5 milhões de crianças e tratou 237.000 outras por desnutrição aguda.

A organização planeja aumentar em 2017 esse número para 320.000 e oferecer assistência médica a 1,3 milhão de crianças.



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