As equipes de resgate no sudoeste da China tentavam neste sábado alcançar comunidades remotas atingidas por uma sequência de terremotos que resultou na morte de pelo menos 89 pessoas e destruiu milhares de prédios, segundo informações da imprensa estatal. Tremores de magnitude 5.6 atingiram uma região pobre e montanhosa do país asiático com pouca infraestrutura e dificuldade de comunicação na sexta-feira. O número de mortos ainda pode aumentar ao passo que novas notícias chegam de áreas remotas, informou a agência Xinhua.
Os piores danos aconteceram nas províncias de Guizhou e Yunnan, onde cerca de 734 pessoas ficaram feridas e mais de 700 mil foram afetadas, com aproximadamente 20 mil casas danificadas.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o epicentro dos tremores aconteceu a nove quilômetros de profundidade na fronteira entre as duas províncias, onde fica a cidade de Luozehe, no condado de Yiliang, território de Yunnan. Autoridades locais estão trabalhando no resgate de mais de 100 mil pessoas em áreas de risco, mas a operação foi dificultada pelas mais 60 réplicas que atingiram a região após os dois sismos principais.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, deve visitar a região, como sempre faz em casos de desastres naturais. O presidente Hu Jintao, que participa do Fórum de Cooperação Econômica na cidade russa de Vladivostok, pediu que ajuda extra de emergência seja enviada para o local.
Construções nas que são consideradas as regiões menos desenvolvidas do país costumam ser destruídas devido a falta de reforço dos prédios. Imagens divulgadas pela emissora CCTV mostram ruas danificadas, carros abandonados e fumaça preta saindo de edifícios. Li Fuchun, membro das equipes de resgate de Luozehe, disse que a operação de salvamento está sendo prejudicada por uma série de deslizamentos que bloquearam as vias.
- A parte mais difícil do resgate é o tráfego nas vias. Muitas delas foram bloqueadas e as equipes estão tendo escalar montanhas para chegar nos vilarejos mais atingidos - disse.
Autoridades alertaram que o número de mortos deve aumentar significantemente, devido ao número indefinido de desaparecidos. Os serviços de comunicação na aérea também foram prejudicados. Em 2008, cerca de 87,600 mil pessoas morreram quando um terremoto de 7,8 na escala Richter atingiu a região de Sichuan.
Casas feitas de lama e madeira
As casas da maior parte da população sudoeste da China são feitas de lama e madeira, material que as deixa mais suscetíveis a terremotos, segundo alertas divulgados pela Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
“Por outro lado, o resgate de pessoas presas nessas estruturas é mais fácil que embaixo de concreto e paredes feitas de tijolos. O número de feridos tende a ser muito maior que o número de mortos”, dizem as organizações.
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