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Moda Moda: valorizando diversidade racial, grifes multiplicam os tons de nude Da lingerie aos calçados, marcas investem na variação do 'bege' para contemplar todos os tons de pele

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/05/2016 13:37 Atualizado em: 26/05/2016 14:43

A grife Naja lançou sete tons de nude em nova coleção de lingerie. Foto: Naja/Divulgação
A grife Naja lançou sete tons de nude em nova coleção de lingerie. Foto: Naja/Divulgação

“Um nude para cada mulher”, anunciou a grife francesa Louboutin, dos icônicos solados vermelhos, a mais clássica no segmento de calçados, no fim de março. Nesta semana, a marca californiana de lingerie Naja fez aposta semelhante: lançou sete cores de calcinhas e sutiãs nude, aptos a se adequar em diferentes tons de pele. Os lançamentos sinalizam maior atenção à diversidade racial na indústria da moda, cuidado antes insipiente no segmento.

Em países onde a multiplicidade de tons de pele é mais patente, como no Brasil, as queixas em torno da baixa variedade de cores em peças que se propunham “nudes” rondavam o segmento fashion há anos. Marcas nacionais, como a Quem disse, Berenice? (maquiagem), criada em 2012 pelo Grupo Boticário, ganharam espaço no mercado de beleza nacional ao contemplar esse filão. Na linha de bases líquidas com efeito mate, por exemplo, 17 tons estão disponíveis para compra.

Os diferentes tons de base se adaptam a diversas etinias. Foto: Quem disse, Berenice?/Divulgação
Os diferentes tons de base se adaptam a diversas etinias. Foto: Quem disse, Berenice?/Divulgação
A proposta do Boticário, que também passou a implementar as tonalidades diversas em suas linhas tradicionais de maquiagem, é criar até 50 variações de cores a partir de 12 pigmentações básicas. A L’Oreal fez parecido: convidou garotas-propaganda de diferentes nacionalidades para cada uma criar o próprio batom nude, resultando em paleta inclusiva de cores.

Na coleção recém-lançada da Naja, intitulada Nude for all, outra demanda atual é atendida: a campanha de divulgação é estrelada por mulheres “comuns”, entre estudantes, engenheiras e bailarinas. Assim, é possível promover a identificação entre o público e as modelos, cujos corpos têm diferentes cores, formatos, curvas e medidas. As peças vão do PP ao GGG, com sutiãs do tamanho 32 ao 40, que podem ser combinados a diferentes envergaduras de bojo. Outra grife de lingeries, a britânica Nubian Skin, já havia plantado a ideia, produzindo itens que se adequassem à pele de diferentes etnias, sem marcar as roupas.

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A Nude Bare, marca de meias-calças, oferece diversos tons - algo há muito pleiteado, já que a proposta da peça é aderir ao tom da pele. A Tkees, marca de rasteirinhas usada por celebridades como Jessica Alba e Beyoncé, também endossou a corrente: com a promessa de sandálias curingas, fabrica peças em tonalidades variadas.

Louboutin desenvolveu diferentes tons de nude para contemplar mais peles. Fotos: Louboutin/Divulgação
Louboutin desenvolveu diferentes tons de nude para contemplar mais peles. Fotos: Louboutin/Divulgação

Sapatilhas e saltos da Louboutin, cuja oferta foi ampliada nas últimas coleções, seguem a proposição e elevam a tendência à esfera das altas grifes da moda. Louboutin tomou por referência as coleções de base das marcas mais vendidas nos Estados Unidos: MAC, L’Oreal e Bobbi Brown. E Christian Louboutin ainda não está satisfeito: “Há duas cores intermédias que ainda estão em falta na coleção. No próximo ano chegaremos aos sete tons de pele", declarou ao jornal The New York Times.
 

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