• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
EMP 2017 A Fashion Week do Agreste Uma semana para entender e viver a moda. A segunda edição do Estilo Moda Pernambuco atraiu mais de 100 mil pessoas para Santa Cruz do Capibaribe

Por: Aline Ramos

Publicado em: 09/10/2017 07:42 Atualizado em: 09/10/2017 08:00

"O Caso da Torre" de Jorge Feitosa trouxe conceito à passarela do EMP. Foto: EMP/Divulgação
"O Caso da Torre" de Jorge Feitosa trouxe conceito à passarela do EMP. Foto: EMP/Divulgação

Em meio às lojas e box do maior centro atacadista de confecções do Brasil, modelos desfilavam as últimas novidades de mais de 30 marcas pernambucanas, na segunda edição do Estilo Moda Pernambuco (EMP) promovido pelo Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste pernambucano. O evento que teve início no dia 1° e que se encerrou nesse sábado (07), reuniu nessa última semana, um público composto por mais de 100 mil pessoas entre empresários, influenciadores digitais, moradores da região, microempreendedores e interessados de várias partes do estado, além de grandes nomes do cenário fashion para entender e trocar ideias sobre moda, negócios e cultura.

Modernismo, histórias e tradição se misturaram na passarela durante a semana de moda do Agreste. O santa-cruzense, radicado há 11 anos em São Paulo, Jorge Feitosa, 38 anos, que participou do reality show “Caixa de Costura”, do GNT, foi o responsável por apresentar dois desfiles conceituais. Ele trouxe para a passarela “Sulanca”, uma coleção de moda masculina que faz referência às suas memórias de infância, já que o estilista cresceu numa cidade em que quase todos os habitantes trabalhavam com confecção, inclusive seus pais e avós. “Parti dessa viagem com minha cabeça de moleque, aquele, que de vez em quando 'ralava a canela' por entre as ripas dos bancos de feira, enquanto corria sobre eles”, relembra. Com modelagens amplas, construídas com retalhos e com acabamento impecável, as peças desmistificam que roupas de feira são de má qualidade.

Já “O Caso da Torre”, linha feminina criada pelo estilista pernambucano, foi inspirada numa torre de alta tensão e também faz uma homenagem à sua avó paterna,  Maria Tereza da Conceição, a quem ele chamava de “vovó de Pão de Açúcar”, por ela morar na Vila de Pão de Açúcar, que fica no município de Taquaritinga do Norte. “Desde criança eu olhava para a torre, que ficava perto de casa e imaginava que era uma mulher gigantesca. Isso sempre foi uma referência de moda para mim. Foi a partir daí, que surgiu essa coleção. Além disso, um outro ponto de partida foi minha avó. Ela fazia parte do Apostolado da Oração e essa religiosidade sempre foi muito presente na vida dela. Vovó sempre usava nesse grupo, uma roupa branca e uma fita vermelha com uma medalha e foi daí, que surgiu as cores para as peças que desenvolvi”, conta. “Sem dúvida foi gratificante voltar à Santa Cruz e mostrar minha arte”, finaliza Jorge.

Paulo Borges falou sobre os impactos dos novos comportamentos que estão transformando a dinâmica da moda. Foto: EMP/Divulgação
Paulo Borges falou sobre os impactos dos novos comportamentos que estão transformando a dinâmica da moda. Foto: EMP/Divulgação

O EMP também proporcionou palestras e debates. Entre os nomes escolhidos estão o  apresentador de TV e consultor de moda, Arlindo Grund, e o diretor criativo da São Paulo Fashion Week (SPFW), Paulo Borges. Arlindo abordou o tema “Cenários e Tendências de Moda”, onde focou no que as lojas estão vendendo e como as peças funcionam para cada tipo de corpo, para que o consultor, vendedor ou comprador entendam como usar e recomendar os itens do momento. Na oportunidade, Grund também falou sobre as tendências para o Nordeste e como os lojistas podem ressignificar seus produtos para vendê-los de forma mais atrativa. “Pernambuco está numa crescente quando o assunto é moda. Somos um polo de criadores. Trabalhamos com poucos recursos e desenvolvemos coisas impactantes. Podemos citar dentro desse cenário, os estilistas pernambucanos Ricardo de Castro e Eduardo Ferreira. Além desses, temos uma gama de profissionais que não estão na frente das câmeras, mas que estão fazendo moda pelo Brasil a fora”, afirma Arlindo.

Arlindo abordou o tema "Cenários e Tendências de Moda". Foto: EMP/Divulgação
Arlindo abordou o tema "Cenários e Tendências de Moda". Foto: EMP/Divulgação

Já Paulo Borges falou sobre os impactos dos novos comportamentos que estão transformando a dinâmica da moda, do ponto de vista de criação e de negócios, no Brasil e no mundo, usou o como benchmarking, o processo de construção de uma semana de moda e os 22 anos da SPFW.  “Achei o projeto fabuloso. Imagino o esforço que seja organizá-lo. As pessoas ficam muito numa zona de conforto. E para evoluir, principalmente na área de moda, você tem que estar o tempo todo se revendo, inovando, pensando. A gente fala o tempo todo que moda é informação, moda é cultura e moda é educação. Então esse projeto está trazendo educação para as pessoas, transformação. Quem participa, sai de uma outra forma, gerando uma transformação em cadeia”, pontuou.



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.