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Semana de moda Lacoste revisa história de volta a Paris Na passarela, a marca apresentou novas alternativas para a tradicional polo

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 28/09/2017 12:00 Atualizado em: 28/09/2017 08:44

Vestidos longos combinaram com tênis esportivos, camisas polos se transformaram em peças sensuais deixando aparente um dos ombros, além de looks em tecido jeans lavado em conjunto com sapatos de salto alto. Foto:Alain Jocard/AFP
Vestidos longos combinaram com tênis esportivos, camisas polos se transformaram em peças sensuais deixando aparente um dos ombros, além de looks em tecido jeans lavado em conjunto com sapatos de salto alto. Foto:Alain Jocard/AFP

A Lacoste voltou nessa quarta-feira (27) às passarelas de Paris trazendo uma retrospectiva à sua história, em uma nova rodada de desfiles Primavera/Verão 2018 marcada também pelos "pássaros migratórios" da Maison Margiela e os tecidos brilhantes da grife belga Dries Van Noten. A célebre marca do crocodilo, fundada em 1933 pelo tenista francês René Lacoste, desfilou a sua nova coleção na capital francesa novamente após 13 anos presente nas passarelas de Nova York.

Seu diretor artístico, o português Felipe Oliveira Baptista, quis condensar os 85 anos da empresa em um desfile que mesclou estilos e apresentou diversas alternativas à clássica camisa polo, que seu fundador criou para jogar tênis mais confortavelmente, arrancando as mangas de sua camisa branca. Todas as fronteiras entre o que é esportivo, o que vestimos para trabalhar estão desmoronando", afirmou o estilista.

Assim, vestidos longos combinaram com tênis esportivos, camisas polos se transformaram em peças sensuais deixando aparente um dos ombros, além de looks em tecido jeans lavado em conjunto com sapatos de salto alto. Botões dourados chamaram a atenção, utilizados como adorno em paletós, vestidos e jaquetas. Entre o seleto público que não quis perder o retorno da grife a Paris estava o tenista sérvio Novak Djokovic.

Os 'pássaros' da Maison Margiela

John Galliano deu asas para as mulheres da Maison Margiela, repletas de plumas presas aos penteados, ombros de um vestido e em paletós. O designer seguiu o seu processo de desconstrução do vestuário feminino, transformando, por exemplo, um sobretudo em um vestido tomara-que-caia, e jogou com a fantasia e o humor na criação dos acessórios.

As modelos, que podiam ser descritas como pássaros migratórios prestes a embarcar para o seu próximo destino, carregavam em um dos seus braços o que pareciam almofadas e no outro maletas, enquanto exibiam junto à cabeça máscaras para dormir e etiquetas de bagagem penduradas próximas ao cabelo ou às saias que vestiam, nas quais estavam inscritas "Primeira Classe" ou "Prioridade".

O brilho e a seda de Dries Van Noten

A marca belga Dries Van Noten trouxe o frescor da temporada Primavera/Verão 2018 por meio de florais e estampas em cores vivas, que iluminou as suas modelos com brilho nas pálpebras, nos lábios, e até mesmo nas botas.  O designer inovou transformando tecidos em formato de pareô em vestidos leves, e elegeu a seda como tecido dominante.

A estreia de Olivier Lapidus na francesa Lanvin

Na grife francesa Lanvin, o novo diretor artístico Olivier Lapidus, que assume o cargo com o compromisso de relançar a marca perante dificuldades financeiras, apresentou uma coleção sofisticada, com o intuito de atrair clientes das novas gerações. Lapidus dispôs de somente um mês para desenvolver a coleção, depois de ter sido convidado em julho pela principal acionista da Lanvin, a chinesa Shaw-Lan Wang, para suceder Bouchra Jarrar.

"Por iniciar a partir de uma página em branco, tive que fazer algo bastante dinâmico", constatou o estilista, que acaba de lançar sua própria marca na internet. Os vestidos eram em sua maioria pretos ou mostravam de cima a baixo o logo da firma fundada em 1889, a mais antiga e ainda em atividade na história da moda francesa.



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