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Evento Evento itinerante O Cluster chega ao Recife e dá vitrine à moda pernambucana Produções locais de marcas como Tout, DUAS, Contém Glitter, Vitalina e Calma Monga participam da iniciativa, instalada em espaço no Espinheiro, Zona Norte do Recife

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/08/2017 11:01 Atualizado em: 17/08/2017 17:38

Tout Joalheria Artesanal, Vitalina e DUAS são alguns dos selos pernambucanos escalados para O Cluster. Fotos: Tout/Divulgação; Vitalina/Divulgação; Andrea Rego Barros/Divulgação
Tout Joalheria Artesanal, Vitalina e DUAS são alguns dos selos pernambucanos escalados para O Cluster. Fotos: Tout/Divulgação; Vitalina/Divulgação; Andrea Rego Barros/Divulgação

Marcas locais de roupas e acessórios se reúnem neste domingo (20), no evento itinerante O Cluster, cuja ideia é fortalecer o segmento de moda artesanal, sustentável e genuinamente pernambucana, agregando os selos a nomes em ascensão na música e gastronomia do estado. Tout Joalheria Artesanal, Vitalina, Bresha, Calma Monga, Think Collection, Contém Glitter, DUAS, Fazendo Fita, Firulinha e Atelier Cabana participarão do evento, que foi criado no Rio de Janeiro e tem percorrido capitais do país com a proposta de estimular sua economia criativa. 

"O Cluster é uma iniciativa minha, uma mulher que tem 80% de seu quadro de funcionários formado por mulheres. Eu realmente acredito no empreendedorismo como forma de empoderamento feminino", explica Carolina Herszenhut, produtora cultural que idealizou o evento. Nos últimos cinco anos, O Cluster realizou mais de 20 edições nas capitais mineiras e cariocas, tendo apresentado cerca de 300 marcas e 50 chefs. Para Carolina, a moda é uma poderosa ferramenta para as mulheres, não somente como demonstradora de seus estilos, mas como catalisadora de seu crescimento profissional.

Carol, fundadora d'O Cluster, vê a moda e todos os segmentos de economia criativa como ferramentas de empoderamento feminino. Foto: Eduardo Magalhães/Divulgação
Carol, fundadora d'O Cluster, vê a moda e todos os segmentos de economia criativa como ferramentas de empoderamento feminino. Foto: Eduardo Magalhães/Divulgação
>> ENTREVISTA: Carolina Herszenhut, produtora cultural e criadora d'O Cluster

Como você vê o setor de moda em Pernambuco? Podemos dizer que é um dos destaques de nossa economia criativa? 
Acredito que Pernambuco tenha muitos expoentes na economia criativa, é um estado consagrado pela sua música, por exemplo. Porém, tenho percebido um forte crescimento de toda cena criativa, incluindo a moda. E, principalmente, uma profissionalização. Pernambuco é a entrada do Nordeste, tanto em termos econômicos como em visibilidade.

Em relação ao design, consegue apontar características típicas do segmento em Pernambuco? Ou tendências que mereçam ser destacadas na produção atual? 
Acho que Pernambuco ainda precisar encontrar seu DNA na moda, assim como já o encontrou na música, indo de cabeça nas suas referências e usar o orgulho pernambucano para levar sua moda para todo o país. Mas, já é possível encontrar uma linha que guia as marcas. O pernambucano é florido, alegre e colorido. É possível encontrar isso bem forte em algumas marcas locais, principalmente nas masculinas.

Como vê a moda do futuro? O que será diferente da moda que conhecemos atualmente? 
A moda que conhecíamos morreu. É preciso repensar toda a cadeia de moda, da produção ao consumo. A moda é a indústria mais poluente do mundo, com mão de obra escrava e infantil. Ela polui, mata e gera indivíduos cada vez mais ansiosos, que buscam o bem-estar através do consumo. Precisamos repensar tudo, de quem, como, onde e o que consumimos.

Como tem sido a experiência de fomentar a cadeia criativa de diferentes capitais brasileiras, através do projeto O Cluster? Percebe um fortalecimento dessas iniciativas nos últimos anos? 
Tem sido incrível! Através desse mapeamento e fomento, temos encontrado trabalhos maravilhosos apenas esperando por oportunidades como O Cluster para serem apresentadas ao público. É muito interessante perceber que ao mesmo em que as demandas são as mesmas, as cenas são muito diferentes no país. Esquecemos que o Brasil é um país com dimensões continentais, e isso muitas vezes dificulta a canalização das produções, mas também torna a nossa produção muito rica e diversa.

SERVIÇO
O Cluster
Quando: Domingo, 20 de agosto, das 13h às 21h
Onde: Rua José Luís da Silveira Barros, 71 – Espinheiro
Quanto: Entrada gratuita



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