Rio Vai para o Rio de Janeiro? Confira as dicas de restaurantes Chef no Rubaiyat, Carlos Valentí se inspirou na cidade carioca para criar pratos leves e saudáveis

Por: Liana Sabo - Correio Braziliense

Publicado em: 14/02/2015 10:00 Atualizado em: 18/02/2015 19:34

Luciano Boseggia pode comandar cozinha do Windsor Brasília. Foto: Liana Sabo/CB/D.A Press
Luciano Boseggia pode comandar cozinha do Windsor Brasília. Foto: Liana Sabo/CB/D.A Press

Composta por Gilberto Gil, nos anos 1960, antes de ele partir para o exílio, a letra de Aquele abraço está mais atual do que nunca. Tem sido cantada no palco do Teatro João Caetano, centro da cidade carioca, onde pouco mais de duas dezenas de artistas encenam Chacrinha, o musical, que tem atraído até o público jovem.

Um dos principais destinos turísticos do país na época de carnaval, o Rio de Janeiro se prepara para emplacar no dia 1º de março 450 anos. Alegria, gente bonita, muita diversão e comida boa dão o tom deste verão. Confira as dicas da colunista Liana Sabo.


Pratos à italiana


Com cozinha liderada pelo chef Luciano Boseggia, do premiado Alloro Ristorante, inaugurado há três anos no térreo do Windsor Atlantica Hotel, na esquina das avenidas Atlântica e Princesa Isabel, no Leme. Ele, que foi considerado o rei do risoto quando comandou as caçarolas do Fasano, por 12 anos, em São Paulo.

O chef italiano poderá atuar em Brasília caso o grupo hoteleiro carioca decida instalar no Windsor Plaza Brasília (ex-Naoum) filial do Alloro, assunto que “está sendo estudado pela empresa”, confirmou Paulo Marcos Monteiro, gerente de marketing. No cardápio, faz sucesso o carpaccio de atum com vinagre balsâmico envelhecido 18 anos e queijo pecorino (R$ 60). Outro campeão de pedidos é o pente de cordeiro em crosta de ervas com risoto de açafrão.

Polentas também são outro ponto forte de Boseggia, como a branca com ragu de camarões (R$ 59), com cogumelos trifolados (R$ 54), além da “taragna”, especialidade da região de Brescia (onde nasceu o chef) com queijo fontina (tipo italiano que derrete facilmente quando colocado sobre algo quente) e trufa preta. Telefone: (21) 2195-7857.

Opções leves

Praticado em todas as casas brasileiras do grupo Rubaiyat (três em São Paulo, uma em Brasília e uma no Rio de Janeiro), o menu de verão teve origem na filial carioca, no Jardim Botânico. Foi nos ares praianos da cidade que o chef espanhol Carlos Valentí se inspirou para criar pratos leves e saudáveis que podem ser degustados na varanda com a linda vista do Jockey Club e do Cristo Redentor.

Entre as entradas, atiça as papilas a salada de quinoa com frango e nozes (R$ 40 — foto). Há outras três novidades: ceviche de polvo com aïoli (R$ 45), tiradito de atum com vinagrete de shoyu e mel (R$ 38) e tagliatelle de palmito com camarão (R$ 45).

Na seção de mais consistência, a grife  oferece duas opções, como o cherne com purê de batata e molho de limão siciliano (R$ 116) e o Levíssimo na Brasa, com batatas souflée (R$ 98), corte delicado com pouquíssima gordura extraído do miolo do baby beef.

Refrescantes e com doçura na medida exata são as sobremesas. Presente ainda na Argentina, no México e na Espanha, a marca se prepara para abrir em março uma unidade em Santiago. Telefone do Rubaiyat Rio: (21) 3204-9999.

Domínio francês

Dono do nome de uma das dinastias gastronômicas mais importantes do mundo, nascida em Roanne, Claude Troisgros está fazendo no Rio o seu próprio império. Brasserie, trattorie e boucherie, além do restaurante Olympe, multiplicam-se como cogumelos. Eu estive no bonito Village Mall para degustar os pratos de Didier Labbé, chef francês que os Troisgros importaram para ajudá-los. Comecei pelo carpaccio de palmito e vieira, temperado por vinagrete de limão confitado (R$ 42) e cheguei a um linguado com quinoa, purê de batata-baroa e passas. Destaque para os deliciosos doces na vitrine interna, que podem ser levados para casa. Telefone: (21) 3252-2775.

Fina combinação

Depois do sucesso do Lima Restobar, inaugurado em Botafogo, o chef peruano Marcos Espinoza (do Taypá) abriu outra cevicheria com pegada de restaurante chamada Tupac, em Ipanema, e uma sanduicheria El Chalaco, no Leblon. Eu visitei o Tupac (Rua Anibal de Mendonça 132), e me deliciei com os petiscos. Para começar, trufa tartar traz seis bombons de carne crua cobertos por creme de grana padano, acompanhados de nozes, figo em compota e aïoli (R$ 43). Atencioso o garçom explica que os três sabores devem ser degustados juntos.

Em seguida, ataquei um filé grelhado com cinzas de pimentão e tinta de lula, purê de couve-flor e mostarda dijon, cogumelos portobello grelhados com tomilho e limão, chalotas grelhadas e molho negro de carne (R$ 69). Quase não havia mais lugar para o pulpo, como sugere o menu. O polvo grelhado sobre purê de grão-de-bico e pimenta panca, queijo brie e crocante de salame (R$ 75) arrasou!!

O chef Espinoza, cuja família aumentou no Rio com o nascimento de Isabela Sofia, vai exibir sua criatividade para os gaúchos, ao inaugurar em Porto Alegre, o Muju (na língua quechua significa semente) no mês de abril. Telefone do Tupac: (21) 3592-4941.

Muito além do sushi

Outro chef conhecido é o admirável Nao Hara, que esteve em Brasília em 2006 para criar o menu do Kooun, aberto primeiro no CasaPark e depois na QI 9 do Lago Sul. Muitas vezes premiado, o chef carioca, filho de japoneses, comanda agora o Seidô (Rua JJ Seabra 10, Jardim Botânico), que quer dizer bronzeado. “Como a cor do verão carioca”, completa o chef que tem o dom de misturar sabores e texturas em formas primorosas.

Não deixe de provar o escalope de foie gras com castanhas e a costelinha de cordeiro ao mel de laranja com tempura de flor de abobrinha recheada com brie (foto). Telefone: (21) 2530-0780.

Sem origem animal

Há outras experiências sensoriais, igualmente gastronômicas, porém limitadas ao mundo dos que elegeram a alimentação saudável como fonte de prazer. É o caso do Pomar Orgânico, aberto há um ano pela chef Andrea Henrique, mais a irmã Anisia Henrique e  Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini.

Fica no Shopping Itanhangá Center a casa, que também abriga uma lojinha, e tem menu sem glúten, corante ou conservante , garante a chef.

Nesse clima você pode degustar preparações convencionais, como ceviche, mas sem peixe. A iguaria é feita de cogumelos paris com chips de batata-doce. Também de cogumelos é a almôndega com castanha de caju e molho de tomate, que vem com purê de batatas com wasabi por R$ 44. Telefone: (21) 2494-6745.



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