#eucomocultura Chefs brasileiros querem incluir gastronomia na Lei Rouanet Líder do projeto é o chef paulista Alex Atala

Publicado em: 11/12/2014 13:33 Atualizado em: 12/12/2014 19:07

Em Pernambuco, os irmãos Prouvot, Claudia Luna, Claudemir Barros, Rivandro França e Pedro Godoy foram alguns dos que se uniram ao movimento. Fotos: Instagram/Reprodução
Em Pernambuco, os irmãos Prouvot, Claudia Luna, Claudemir Barros, Rivandro França e Pedro Godoy foram alguns dos que se uniram ao movimento. Fotos: Instagram/Reprodução

Comida é cultura? Para quem trabalha todos os dias com alimento, uma boa feijoada é tão cultural quanto uma peça de teatro, um filme ou um livro. À partir deste entendimento, o chef Alex Atala, do paulistano D.O.M (terceiro melhor restaurante da América Latina), lançou um manifesto pelo reconhecimento da gastronomia como expressão cultural.

Junto ao Instituto Atá, do qual é um dos diretores e colabora para estruturar todas as cadeiras que envolvem o alimento, Atala pretende recolher 1 milhão de assinaturas para pressionar a votação do Projeto de Lei 6562/13 no Congresso Nacional.

O projeto, que existe desde 2013 e está em análise na Câmara dos Deputados, consiste na incorporação da gastronomia à Lei Rouanet, proporcionando incentivos fiscais a quem apoiar projetos relacionados à gastronomia brasileira. "Se isso acontecer, teremos inúmeros benefícios tanto para quem produz quanto para quem consome", acredita Atala.

Para dar visibilidade à causa, foi criada a hashtag #eucomocultura, publicada junto com fotos de pratos bem brasileiros, como vatapá, feijão com arroz e virado à paulista.

Em Pernambuco, alguns também aderiram à campanha. O chef Rivandro França, do Cozinhando Escondidinho, convocou todos os funcionários do restaurante para participar do movimento, assim como Claudemir Barros, do Wiella Bistrô. Claudia Luna, do Bar e Restaurante Seu Luna, no Ipsep, aderiu à campanha ressaltando o chamaril, carro-chefe da casa de culinária regional.

Ele é um dos colaboradores do Instituto Atá em Brasília e seu restaurante é um dos pontos de coleta das assinaturas, que devem ser impressas e assinadas para serem encaminhadas à sede do Atá. “As fotos dos pratos é uma forma de viralizar para recolher assinaturas, que não tem valor se forem apenas na internet”, explica. As assinaturas devem ser recolhidas até fevereiro do próximo ano e podem ser feitas também imprimindo a ficha pelo site e mandada pelo correio.

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