Comendador César Santos celebra 22 anos da Oficina do Sabor e lança livro Um dos maiores representantes da comida pernambucana no mundo terá noite de autógrafos nesta segunda (24)

Por: Vitória Maciel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 21/11/2014 12:39 Atualizado em:

O chef lança o livro pela Editora Senac. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
O chef lança o livro pela Editora Senac. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Aos 9 anos, César Santos tentou fazer o primeiro bolo sozinho. O fogão estava com defeito e ele quase tocou fogo na própria cozinha. Quase 40 anos depois, o renomado chef comemora o sucesso de 22 anos do restaurante Oficina do Sabor e o lançamento do segundo livro, César Santos Chef, com noite de autógrafos, às 19h desta segunda-feira, no Senac-PE, e venda iniciada em todo o Brasil.

Considerado o “Alex Atala pernambucano”, César é um dos maiores responsáveis por levar gastronomia do estado para o país e exterior. Aos 27 anos, quando inaugurou o próprio restaurante, foi inovador ao rechear um jerimum com camarões. “Quando comecei, só tinham dois tipos de alface que chegavam até Pernambuco. Tudo era muito caro ou difícil de encontrar. Quando eu substituía o queijo parmesão pelo coalho, era porque o custo do parmesão era muito alto. Não pensava nisso como uma valorização dos produtos locais, foi acontecendo naturalmente. Nada foi planejado”, conta o chef, que faz questão de bordar a bandeira do estado na dolmã sempre que viaja.

Assim, depois de nove certificados do Senac, o chef – que veio de uma família de 11 irmãos, onde ninguém trabalhava no ramo – alcançou o exterior com seu tempero. A primeira viagem foi para Miami. Na época, a Prefeitura do Recife levava representantes da cultura local para fazer intercâmbio. Na última apresentação da viagem, foi desafiado a fazer uma moqueca. Colocou camarão, peixe, leite de coco e frutas. Foi assim que surgiu a Moqueca Oficina, que está no cardápio da casa até hoje. “Algumas pessoas dizem que é uma refeição completa de entrada, principal e até sobremesa, por causa das frutas”, orgulha-se.

Para ele, o verdadeiro passaporte para sair de Pernambuco é levar na mala um bolo de rolo. “É o símbolo do estado. Sempre que viajo, levo para onde estou indo. Levo até mais do que preciso, porque se conhecer alguém pelo caminho eu posso dar de presente”, contou. “Somos o terceiro polo gastronômico do país. O Recife é a segunda capital da gastronomia e Pernambuco é o primeiro do Nordeste. Isso há 20 anos era impossível de imaginar”, completa César, que vende cerca de uma tonelada de jerimum por mês.

Para o livro, o chef separou receitas clássicas e novas e contou um pouco da trajetória na cozinha. Desde o primeiro emprego numa pizzaria até os 22 anos da Oficina do Sabor. Pela editora Senac, a obra chega em edição bilíngue, inglês e português, com texto de Flávia de Gusmão e fotos de Eudes Santana.

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