Sessão Kátia Abreu critica proposta para Benefício de Prestação Continuada

Por: AE

Publicado em: 26/02/2019 16:58 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Em uma sessão marcada por longos blocos de perguntas repetitivas dos senadores e apenas pequenos tempos de resposta para o economista Roberto Campos Neto, indicado para a presidência do Banco Central, o debate entre os parlamentares transbordou para a reforma da Previdência.

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) aproveitou a sabatina de Campos Neto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para dizer ser favorável à reforma da Previdência, mas criticou pontos da proposta do governo. Ela rebateu acusações de outros senadores que a aposentadoria rural seria fraudulenta. 

"Atacar setores não ganha voto (para a aprovação da reforma), ganha antipatia. Aposentadoria rural não é fraude", afirmou. "Fraudes existem também nessa Casa, há fraudes de médicos, juízes. Em todas as áreas tem corrupção. Não aceito falar que a aposentadoria rural é fraude. Fraude é questão de Polícia Federal e de um Estado que não consegue fiscalizar os seus programas", completou. 

A senadora criticou ainda o fato da proposta atual propor apenas R$ 400 como Benefício de Prestação Continuada (BPC) entre os 60 e 70 anos de idade para as pessoas em situação de miserabilidade.

"Não sou de uma direita que tem vergonha de falar de pobres e da área social. Não vamos votar contra os idosos do País. Com R$ 400 os idosos serão devolvidos para os asilos. O BPC traz o idoso pra dentro de casa sem que ele seja um peso para a família. É nojento e inadmissível falar em (um benefício de) R$ 400.

Para Kátia Abreu, aprovar apenas a reforma da Previdência não é a solução para todos os males do País. Ela questionou se o governo não irá abordar outras questões, como a tributação de lucros e dividendos. "A reforma é super importante, mas não é a última Coca Cola do deserto. O governo tem que sinalizar que vai mexer com os privilégios dos grandes, e não mexer com mulheres, produtores rurais, professores e policiais", completou.


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