Reforma É normal pressão por Previdência sobre parlamentares, diz líder do governo

Por: AE

Publicado em: 21/02/2019 14:12 Atualizado em:

Foto: Reprodução/ Internet
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), avaliou nesta quinta-feira (21) ser normal que haja pressão dos setores afetados pela reforma da Previdência sobre os parlamentares. Segundo ele, porém, cada ponto da proposta do governo que for mudado pode reduzir o impacto da reforma, estimado pela equipe econômica em cerca de R$ 1,1 trilhão.

Mesmo assim, de acordo com Vitor Hugo, o governo não estabeleceu um limite para a "desidratação" da PEC. 

"A reforma como um todo está aberta para ser alterada pelo Parlamento. Não existe um ponto central, mas sim um conjunto de medidas. A palavra final é do Congresso", disse o líder, após reunião da bancada do PSL com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. 

O deputado disse que já antevê discussões sobre pontos específicos da proposta, sobretudo no que afeta categorias como policiais, professores e servidores públicos. "É normal que a ansiedade de setores afetados chegue aos parlamentares", comentou.

Perguntado se o governo já começou a contar os votos favoráveis à proposta na Câmara, o líder lembrou que bem mesmo a comissão especial que analisará a matéria foi constituída até o momento. Vale lembrar que são necessários 308 votos para aprovar uma PEC no Plenário da Câmara, em duas votações. 

Após a reunião com Marinho, a senadora juíza Selma Arruda (PSL-MT), disse que o Senado deve receber a reforma já com algumas modificações feitas pela Câmara dos Deputados. Ele comentou que a reforma é "dura com as pessoas que ganham R$ 30 mil". "Pode haver uma revolta da classe média", completou. 

Já a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), avaliou que a reforma é equilibrada justamente por afetar o topo da pirâmide de renda do País. "A reforma aperta o cinto para todo mundo. O rico vai se aposentar com a idade do pobre. E não se mexe em direitos adquiridos", afirmou.



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