DP Empresas MegaÓ com nova planta industrial

Por: Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

Publicado em: 02/02/2019 10:00 Atualizado em: 31/01/2019 19:51

Nova unidade terá uma área de 17 mil metros quadrados. Foto: MegaÓ/Divulgação (Foto: MegaÓ/Divulgação)
Nova unidade terá uma área de 17 mil metros quadrados. Foto: MegaÓ/Divulgação
A pernambucana MegaÓ tem planos ousados para 2019. A meta da empresa é atingir um crescimento de 35% no faturamento este ano. É um objetivo superior ao registrado em 2018, quando a empresa registrou uma alta de 20% no faturamento. Os planos para o novo ano tem como base a busca por novos mercados no País.  Para atender a demanda, a empresa irá inaugurar uma nova fábrica e centro de distribuição em Jaboatão dos Guararapes. O investimento na unidade é estimado em R$ 10 milhões.

“Hoje temos parte da produção realizada em Campina Grande e parte em uma planta menor em Jaboatão dos Guararapes. Mas sentíamos a necessidade de unir tudo em um só lugar para atender a toda a região Nordeste do país”, afirmou o diretor comercial da MegaÓ, Antônio Brito.

A nova sede possui 17 mil metros quadrados e tem como objetivo principal integrar a planta ao centro de distribuição da marca. O espaço está sendo modificado para abrigar a fábrica de tintas acrílicas, de complementos acrílicos e de esmaltes sintéticos da empresa. Já o Centro de Distribuição atenderá a demanda de encomendas de cal de pintura, calmix, argamassa, rejunte aditivo e cimento.

De acordo com Antônio Brito, hoje a empresa atende, principalmente, aos estados de Pernambuco e Paraíba. Para o ano, a expectativa é chegar aos estados da Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão. “Hoje vamos do Rio Grande do Norte a Sergipe mas o principal foco está em Pernambuco e Paraíba. Estamos ampliando as equipes comerciais nos estados vizinhos com o objetivo de ganhar o mercado. Neste caso, nossa maior aposta é no mercado de tintas”, ressalta o diretor destacando ainda que, para 2020, a proposta é focar nos estados do Norte e Sudeste.

Segundo o diretor comercial, a demanda da empresa tem aumentado desde o ano passado quando o grupo iniciou a distribuição de cimentos da marca nacional, do Grupo  Ricardo Brennand.

A parceria gerou um investimento inicial de R$ 1,2 milhão. Neste caso, o montante foi aplicado em pessoal, equipamentos, frota e espaço. A ideia foi principalmente somar a expertise logística de um grupo com a força do produto considerado de primeira necessidade em uma obra do outro.

“O negócio de cimento deu um impulso maior para a empresa como um todo. Tanto é que saímos de uma área de três mil metros quadrados e estamos indo para essa de 17 mil metros quadrados .Com um Centro de Distribuição maior podemos ter um ganho de mercado proporcionalmente maior também”, pontua o diretor da empresa.

Nova unidade irá gerar mais emprego

O novo parque fabril da MegaÒ será inaugurado por etapas. A expectativa é de que, com a operação plena da unidade de Jaboatão dos Guararapes, sejam gerados cerca de 100 empregos diretos e 300 indiretos. As oportunidades são para as áreas de operacional, administrativo, segurança e comercial e acontecerão de acordo com a demanda.

“As vagas serão criadas em etapas. No primeiro momento iremos inaugurar o Centro de Distribuição e depois os demais setores. As oportunidades serão preenchidas de acordo com a demanda que vá surgindo”, diz o diretor comercial da MegaÓ, Antônio Brito. os currículos que irão compor o banco de dados da empresa devem ser enviados para vendas@megao.com.br.

Este é um novo momento para a marca, que voltou para as mãos de pernambucanos em 2017. Apesar de ser pernambucana, a empresa estava sob o controle de um grupo paulista. A volta do controle para os pernambucanos deu uma injeção de ânimo para o grupo, que ampliou a linha de construção civil lançando tintas acrílias para ambientes internos, massa corrida, selador, rejunte e argamassa.

O início da empresa aconteceu na Fazenda MegaÓ, em Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco e, após alguns anos, teve apoio de uma unidade fabril na Fazenda Jacy, em Vertente do Lério, no Agreste do estado. Nos locais eram realizadas exploração, fabricação e comercialização dos produtos.


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