Crescimento Com ajuda da indústria, PIB de Pernambuco cresce 2,5% no terceiro trimestre de 2018 A Indústria cresceu mais de 10% e protagonizou a geração de riquezas do estado

Por: André Clemente - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/12/2018 15:55 Atualizado em: 14/12/2018 16:16

Novos setores incorporados à indústria de transformação do estado diversificaram a atividade econômica do estado, ampliando as possibilidades de geração de riquezas. Foto: Jeep/Divulgação
Novos setores incorporados à indústria de transformação do estado diversificaram a atividade econômica do estado, ampliando as possibilidades de geração de riquezas. Foto: Jeep/Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, medidor oficial de todas as riquezas produzidas no estado, cresceu 2,5% no terceiro trimestre de 2018 comparado com o mesmo período de 2017. Em valores, R$ 46,5 bilhões foram movimentados na produção de bens e serviços, o que ajudou o acumulado do ano (janeiro a setembro) a fechar em alta de 2,2% comparado ao mesmo recorte de 2017, o dobro do Brasil. O bom comportamento da indústria, que apresentou a maior alta entre os setores produtivos no período, contribuiu para os números do trimestre. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (14) pela Agência Condepe/Fidem.

Entre os setores principais da economia na medição do PIB, a indústria teve protagonismo, crescendo 10,3% no trimestre. O setor de serviços teve um crescimento tímido, de 1,3%, e a Agropecuária apresentou uma queda de -7,8%. Em relação à indústria, Rodolfo Guimarães, economista da Agência Condepe/Fidem, explica que o destaque do trimestre foi a indústria de transformação. “O subsetor teve alta de 16,8%, puxado principalmente pelo segmento de alimentos (+31,8%), produzindo carne de frango congelado, açúcar, sorvete e margarina, seguido por produção de produtos de borracha e plástico ( 24%), na fabricação de garrafas, sacos plásticos e embalagens”, detalhou.

Sobre a Agropecuária, que tinha apresentado a maior alta no PIB do segundo trimestre de 2018, o cenário piorou. A queda de 7,8% no terceiro trimestre é justificada principalmente pela queda de -25% da agricultura, sendo cana-de-açucar, feijão, milho, arroz e cebola as principais causas. “Houve uma grande frustração de colheita, que impactou a oferta”, explicou Rodolfo.

O presidente da Condepe/Fidem, Gustavo Carneiro Leão, destacou que os ganhos da diversificação dos agentes econômicos de Pernambuco implantada nos últimos anos aparecem nestes momentos de recessão e de recuperação. “Pernambuco vem construindo um base ampla de setores, estimulando as atividades nos grandes setores para que quando um segmento cair, o outro compense. Como ocorreu agora. Tanto que as ‘novidades’ da indústria com a chegada da Jeep, refinaria e outras unidades industriais foram determinantes no movimento de crescimento da indústria, justamente no momento em que os outros setores não aparecem com força”, explica.

Já o setor de serviços registrou crescimento de 1,3% no terceiro trimestre de 2018 contra o terceiro trimestre de 2017. Os segmentos que mais impactaram neste resultado foram Transporte, armazenagem e correio (3,6%), Atividades imobiliárias e aluguéis (2,9%), Administração, saúde e educação públicas (1,9%), Outros Serviços (1,9%) e Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados (1,8%). Apenas o Comércio apresentou comportamento negativo (-1,2%). 



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