Energia Chesf deve fechar 2018 no azul e anuncia investimento de pelo menos R$ 1 bi para 2019 A estatal ainda deve aplicar cerca de R$ 3 bilhões na geração de energias renováveis até 2023

Por: Sávio Gabriel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/12/2018 11:35 Atualizado em:

Depois de um resultado positivo no terceiro trimestre do ano, quando obteve um lucro de R$ 251,1 milhões, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) garante que vai fechar o ano no azul. Nesse cenário de equilíbrio fiscal, a empresa pretende investir, pelo menos, R$ 1 bilhão nos segmentos de transmissão e geração. Além disso, a estatal tem planos de aplicar cerca de R$ 3 bilhões na geração de energias renováveis até 2023.

“A empresa está equilibrada financeiramente. Não vamos fechar com déficit. Do ponto de vista de receitas é algo previsível, porque trabalhamos com um produto programado, que é a geração e a transmissão. No caso da transmissão, recebemos pelo ativo que disponibilizamos (as linhas), mas não pela quantidade de energia. Teoricamente, sabemos quanto vamos receber por ano”, explicou o presidente da subsidiária, Fábio Alves, durante seminário realizado nesta quinta-feira (13) na sede da empresa para discutir os desafios do setor elétrico nacional.

No campo das despesas, ele informou que os programas de demissão incentivada ajudaram a diminuir os custos. Em 2018, cerca de 430 servidores aderiram ao programa, número que foi próximo do atingido em 2017. Outras medidas, como redução de frotas, também têm ajudado a enxugar o caixa da estatal.

Dos cerca de R$ 1 bilhão previstos para investimentos, R$ 700 milhões são para a transmissão, que serão aplicados em 26 grandes empreendimentos. Além disso, a estatal vai aplicar R$ 200 milhões na modernização das linhas de transmissão e R$ 100 milhões para modernizar o setor de geração. Ainda na geração, a Chesf está apostando em dois empreendimentos localizados na cidade de Casa Nova, na Bahia, próxima à Usina de Sobradinho. “Um deles terá capacidade de 27 megawatts (MW) e demandará investimento de R$ 50 milhões”, disse Roberto Nóbrega, diretor de engenharia e produção. O segundo só deve sair do papel em 2020 e não tem orçamento definido ainda.

Os recursos para garantir os aportes estão garantidos, segundo o diretor econômico e financeiro da empresa, Adriano Costa. Um dos elementos que vai trazer alívio ao caixa da estatal, segundo ele, é a liquidação de um empréstimo junto à Eletrobras, feito em 2016. “Trata-se de um empréstimo com um perfil mais salgado, de juros (altos). Naquela oportunidade foi importante, e a holding deu uma contribuição sólida”. O débito que será quitado é de R$ 600 milhões, segundo ele. Não foi informado de quanto será a folga mensal no caixa da estatal.


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