Sustentabilidade Empresas se unem para potencializar os investimentos em cooperativas de catadores A plataforma Reciclar pelo Brasil irá ampliar o alcance das atividades do programa de reciclagem inclusiva no país.

Publicado em: 30/11/2018 20:14 Atualizado em: 30/11/2018 20:38

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A plataforma Reciclar pelo Brasil irá ampliar o alcance das atividades do programa de reciclagem inclusiva no país. Nestlé Brasil e Vigor se unem às empresas de bebidas Coca-Cola Brasil e Cervejaria Ambev para potencializar os investimentos direcionados às cooperativas de catadores do País, em parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). Criada em outubro de 2017, a Reciclar pelo Brasil passa a apoiar 160 cooperativas em 17 estados, impactando diretamente três mil catadores. Com isso, fomentará esforços numa agenda de relevância ambiental dentro do mercado.

Com um incremento de 45% a mais de cooperativas e o aumento de 25% nos investimentos diretos para cada uma delas, a plataforma se transforma, segundo as empresas, no maior programa de reciclagem inclusiva do país. O programa faz parte da estratégia do setor corporativo no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “A entrada da Nestlé no Reciclar pelo Brasil é mais um passo em busca da nossa ambição de tornar 100% de nossas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025, evitando que elas sejam descartadas em aterros sanitários, lixos ou ainda no meio ambiente. Estamos comprometidos em desempenhar um papel ativo no desenvolvimento de processos de coleta, triagem e reciclagem eficientes nos países onde operamos”, afirmou a gerente de Sustentabilidade da Nestlé Brasil, Cristiani Vieira. “É uma ação com pilares social e ambiental de grande impacto na sociedade e a Vigor somará forças para potencializar os resultados desse projeto”, complementou o coordenador Corporativo de Sustentabilidade na Vigor, Adriano Ferriani.

Em pouco mais de um ano de existência, 68% das organizações acompanhadas pela Reciclar pelo Brasil, que estavam no nível “básico” de desenvolvimento no início, passaram a ser classificadas no nível “intermediário”. Na criação do programa, nenhuma das cooperativas era considerada de nível “avançado” e, hoje, são 10 nesse grupo. A avaliação leva em conta temas como regularização jurídica e contábil, gestão administrativa e financeira e, gestão operacional, entre outros. Além do crescimento dos indicadores, o progresso na classificação das cooperativas as torna mais elegíveis para receberem investimentos.

“Hoje, no Brasil, há cerca de 2 mil organizações de catadores, que se encontram em níveis distintos de desenvolvimento. Ao longo do último ano, temos atuado para que esses trabalhadores superem a situação de vulnerabilidade em que vivem”, diz Roberto Laureano, presidente da Ancat. 


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