DP Empresas Black Friday impulsiona vendas em 5% no Recife Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife espera que o período de ofertas tenha impacto positivo na comercialização dos produtos maior do que no ano passado

Por: Luciana Morosini

Publicado em: 17/11/2018 10:00 Atualizado em: 16/11/2018 15:36

Estimativa diz que 37% dos consumidores brasileiros vão aproveitar a data usando lojas físicas e meios digitais. Foto: PAULO PINTO/Fotos Públicas
Estimativa diz que 37% dos consumidores brasileiros vão aproveitar a data usando lojas físicas e meios digitais. Foto: PAULO PINTO/Fotos Públicas

Apesar de a economia ainda não ter retomado totalmente o fôlego e o crescimento, a Black Friday, que acontece oficialmente no próximo dia 23, promete impulsionar as vendas no período de ofertas. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), a expectativa é que o comércio tenha um incremento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, tanto para lojas de shopping quanto de rua. Porém este percentual pode variar para cima por conta do aquecimento no e-commerce. No Brasil, a estimativa é que o brasileiro gaste cerca de R$ 2,87 bilhões em compras online, de acordo com a ABComm, e no Nordeste há um aumento de 9% para 10,2% nas compras efetivas.

Para Cid Lôbo, presidente da CDL-Recife, a expectativa para o comércio local é muito boa. "Estamos esperando um crescimento maior do que o ano passado. Em termos das lojas de rua e de shoppings, o movimento vai ser bom. Mas as vendas são maiores no meio eletrônico, por isso fica até difícil medir a intensidade no comércio local", explica. A estimativa se confirma com os números revelados pela pesquisa do Mercado Livre encomendada ao Ibope Conecta, que indica que 51% dos participantes brasileiros aproveitarão a data para realizar as compras pela internet, contra 48% no ano passado. Em contrapartida, 13% dos consumidores vão usar as lojas físicas e 37% farão as compras tanto em canais físicos quanto digitais.

Vários segmentos devem se beneficiar com o aumento nas vendas, porém alguns estão com maior foco dos consumidores. Os smartphones são os produtos que devem ter a maior procura no período de ofertas. Segundo a pesquisa, o item foi mencionado por 31% dos participantes. O ranking dos três mais citados é completado por eletrodomésticos (11%) e TVs (6%). A Nagem é um exemplo que deve se beneficiar desse aumento da demanda, já que oferta todos esses produtos. Na empresa, a expectativa é de crescimento entre 8% e 10% em relação ao mesmo período do ano passado. "Para alguns produtos, a Black Friday é até melhor do que o Natal porque é um período menor de espaço e com grande número de vendas. A gente começa a se preparar quatro meses antes para esta data, com negociações com fabricantes, estoque e marketing de comunicação", explica Paulo Dantas, diretor de Compras da Nagem.

A principal aposta de vendas na Nagem é o segmento de telecom. "É a parte mais procurada. Temos uma pesquisa que indica que entre 25% e 30% das pessoas têm intenção de comprar um smartphone. Em segundo lugar aparecem os eletrodomésticos. As TVs mostram interesse para 10% das intenções de compras. E também apostamos em uma categoria que vem crescendo nos últimos 18 meses, que são as caixinhas de som", afirma Paulo Dantas.

Apesar de os descontos impulsionarem a intenção de consumo, é preciso ter cautela na hora de comprar. "O consumidor tem que ter alguns cuidados. Primeiro tem que planejar a compra e saber o que vai comprar. Depois é importante que ele pesquise os preços desde antes para saber se durante a Black Friday a promoção vai valer a pena. Nos meios eletrônicos, faça as compras em sites seguros, de redes conhecidas. Por último, é importante controlar o cartão de crédito e tomar cuidado para não ser negativado", sugere.

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