smartphones Samsung e Apple acirram guerra dos smartphones Enquanto a marca norte-americana diversifica suas opções de iPhone, a empresa coreana aposta nos celulares dobráveis. A briga entre as duas gigantes do setor tecnológico promete

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 13/11/2018 08:13 Atualizado em:

A marca da maçã mordida apresentou seus novos modelos, potentes, mas com opções que reduziram mais os custos. Foto: Divulgação
A marca da maçã mordida apresentou seus novos modelos, potentes, mas com opções que reduziram mais os custos. Foto: Divulgação
Para qualquer mortal consumidor, a concorrência entre as empresas de celulares e smartphones parece normal. Nos bastidores, no entanto, a disputa entre elas tem se mostrado cada vez mais feroz. Nas últimas três semanas, as duas principais empresas desse setor protagonizaram uma batalha de lançamentos e novidades como raramente visto.

De um lado, a norte-americana Apple apresentou sua versão mais acessível do iPhone X, o modelo Xr. Trata-se de um modelo tão potente quanto seu smartphone mais moderno, com reduções importantes de custos: display de LCD, em vez de oled, e câmera única, no lugar da dupla lente dos modelos já em circulação.

Com isso, houve um barateamento de quase US$ 200 – uma diferença e tanto para a grande maioria dos consumidores, especialmente os brasileiros, que desembolsam quase R$ 4, somando câmbio turismo e IOF, por um US$ 1.  “A iniciativa da Apple de descer o patamar de preço do iPhone é uma decisão acertada. Além de acirrar a disputa com os aparelhos considerados premium, a empresa conseguirá assim tirar clientes dos aparelhos de ponta de marcas chinesas”, diz Inácio Ruiz, consultor de tecnologia e professor da Universidade de Madri, na Espanha.

De fato, a sul-coreana parece estar disposta a encarar a Apple de frente. A empresa, depois de quatro anos de desenvolvimento, está prestes a lançar seu inédito smartphone com tela dobrável. O aparelho, ainda sem data definida para chegar às lojas, é visto com o que há de mais revolucionário no setor. O aparelho foi mostrado ao público na conferência global da marca no último dia 7, em San Francisco, nos Estados Unidos. Segundo fontes do setor, a novidade será lançada no primeiro semestre de 2019.

De acordo com a Samsung, o sistema terá vários recursos de multitarefa. Será possível, por exemplo, usar três aplicativos ao mesmo tempo. A fabricante afirma que o aparelho, com tela 7,3 polegadas, poderá ser dobrado “centenas de milhares de vezes” sem que estrague. O número exato, no entanto, não foi revelado.

O smartphone dobrável parece ser, aparentemente, mais espesso que os modelos atuais da marca. “A flexibilidade desse equipamento permitirá que o usuário o adapte em locais que hoje não são recomendados, como bolsos de calça ou pequenas bolsas de mão”, disse Justin Denison, vice-presidente de produto da Samsung.

Na mesma ocasião, a empresa relevou que, na concorrência com Apple e chineses, pretende ressuscitar antigas tecnologias que, digamos, não deram muito certo no passado, como as telas Amoled.

Em entrevista ao portal UOL, no mês passado, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da área de visual mobile da Samsung, Harksang Kim, disse que o inovador dispositivo estaria nos últimos estágios de desenvolvimento e que a intenção é oferecer ao usuário algo diferente de um tablet. Nas últimas semanas, a página oficial da Samsung no Facebook teve a foto de perfil alterada para o logo da marca dobrado, dando indícios, segundo a reportagem, de que o celular dobrável está muito perto de virar realidade.

A disputa, porém, não se limita apenas à rivalidade entre Samsung e Apple. Marcas chinesas como a Huawei e a Xiaomi estão próximas das líderes em número de vendas de smartphones, principalmente pela vantagem de preço.

Outras empresas também disputam para lançar um smartphone com tela dobrável. Existem rumores de que taiwanesa Huawei e também sul-coreana LG estão fazendo os seus aparelhos dobráveis O próprio Google, dono do sistema operacional Android, criou uma adaptação de seu software para suportar a necessidade de dobrar os aparelhos.  “A ideia é fazer com que o Android tenha duas versões, para atender às demandas de duas telas ou de uma tela”, disse Dave Burke, vice-presidente de engenharia do Google.


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