crescimento Petrobras confirma crescimento graças a aumento do preço do barril A petroleira obteve um lucro líquido de 6,6 bilhões de reais no período julho-setembro, em seu terceiro trimestre consecutivo de crescimento

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 06/11/2018 11:53 Atualizado em:

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras obteve um lucro líquido de 6,6 bilhões de reais no período julho-setembro, em seu terceiro trimestre consecutivo de crescimento, informou nesta terça-feira a petroleira que sai da pior fase de sua história devido ao escândalo do Petrolão.

O resultado é vinte e cinco vezes superior aos ganhos de 266 milhões de reais registrados no mesmo período de 2017. Mesmo assim, está abaixo dos 10,009 bilhões de reais esperados, em média, pelas cinco instituições financeiras consultadas pelo jornal econômico Valor.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no terceiro trimestre alcançou 29,85 bilhões de reais, um forte aumento em relação aos 19,22 bilhões no mesmo período do ano passado.

Esses resultados incluem o pagamento de 853 milhões de dólares para encerrar processos coletivos nos Estados Unidos pelos danos causados aos investidores pelo escândalo de subornos pagos pelas grandes construtoras a políticos de quase todos os partidos para obter contratos na empresa estatal.

Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido da empresa subiu para 23,7 bilhões de reais, multiplicando-se por 4,7 do mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado de janeiro a setembro foi de 85,7 bilhões de reais.

Redução da dívida
"Esse desempenho se deve às maiores margens nas exportações e vendas de derivados no Brasil, impulsionadas pelo aumento do Brent e depreciação do real. Além disso, contribuíram para esse resultado o aumento nas vendas de diesel, a disciplina de controle de gastos e as menores despesas com juros, devido à redução do endividamento", detalhou a companhia em um comunicado.

A dívida líquida da Petrobras era de 72,9 bilhões de dólares no final de setembro, uma queda de 14% em relação aos 84,8 bilhões de dólares registrados no final de 2017.

“Arrumamos a casa. A retomada do nosso crescimento é positiva não só para a Petrobras, como também para o país, uma vez que a empresa gera recursos para a sociedade por meio de tributos e participação nos lucros, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil pela cadeia de valor do nosso negócio”, afirmou o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro.

Uma precisão bem-vinda, em um momento em que o presidente eleito Jair Bolsonaro acertou com seu ministro da Economia, Paulo Guedes, um programa de privatização para reduzir o endividamento do Estado.

Após alguns altos e baixos, Bolsonaro esclareceu que a privatização não atingirá as atividades centrais da Petrobras, empresa listada nas bolsas de valores de São Paulo e de Nova York, mas na qual o Estado brasileiro detém a maioria das ações com direito a voto.

A política de saneamento da Petrobras foi baseada na venda de ativos, que deve prosseguir.

Na semana passada, a empresa vendeu suas ações em dois blocos de petróleo na Nigéria, por 1,4 bilhão de dólares.


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