mercado imobiliário Agosto tem alta nos lançamentos e queda nas vendas de imóveis Os lançamentos em agosto de 2018 totalizaram 5.891 unidades, alta de 18,3% na comparação com o mesmo mês de 2017

Por: AE

Publicado em: 25/10/2018 15:57 Atualizado em:

Foto: Reprodução / Pixabay
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Os lançamentos de imóveis cresceram em agosto no País, mas as vendas sofreram baixa, de acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) feita em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e antecipada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Os lançamentos em agosto de 2018 totalizaram 5.891 unidades, alta de 18,3% na comparação com o mesmo mês de 2017. Este foi o melhor resultado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2014. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, os lançamentos totalizaram 51.004 unidades, aumento de 21,0% frente ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do mercado no mês foi puxado pelo segmento de imóveis populares, enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), onde os lançamentos totalizaram 4.826 unidades, uma alta de 61 0%. Por sua vez, o segmento de imóveis de médio e alto padrão alcançou 1.065 unidades, baixa de 24,0%.

Vendas

As vendas líquidas (já descontados os distratos) de imóveis novos em agosto totalizaram 7.465 unidades, uma queda de 3,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a agosto deste ano, as vendas líquidas totalizaram 54.604 unidades, expansão de 22,4%.

O recuo das vendas no mês foi visto em todos os setores. No segmento popular, enquadrado no MCMV, as vendas foram de 5.425 unidades, retração de 4,4%. E no segmento de imóveis de médio e alto padrão, as vendas chegaram a 1.938 unidades, queda de 1,5%.

Os cancelamentos de vendas (distratos) consolidados totalizaram 2.614 unidades em agosto (alta de 4,8%) e chegaram a 19.540 unidades no ano (queda de 15,1%).

Estoque

No fim de agosto, o mercado imobiliário contava com 116.366 unidades novas disponíveis para venda, montante 1,6% menor do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam necessários 14,6 meses para liquidar esse estoque.

Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos (na planta, em obras e recém-construídos) dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação espalhada pelo País e concentração na Região Sudeste.



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