Capacitação Projeto em Pernambuco transforma campo em sala de aula Programa Prospera, realizado pela Corteva AgriscienceTM, capacitou este ano 300 produtores em sala de aula e 200 no campo, em sete municípios

Por: Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

Publicado em: 13/10/2018 11:00 Atualizado em: 13/10/2018 12:31

Oferecer melhores condições de trabalho, geração de renda e o desenvolvimento das comunidades rurais, com informações que possam agregar valor ao produto e ao profissional do campo. Com esse objetivo, a Corteva AgriscienceTM, Divisão Agrícola da DowDuPont, iniciou, em 2017, o Programa Prospera, um projeto de capacitação de produtores locais. O piloto foi desenvolvido em Pernambuco com um grupo de 45 produtores em sala de aula e 30 produtores no campo nos municípios de Passira e Itambé. Com o resultado obtido, este ano, o projeto foi ampliado e está atendendo a 300 produtores em sala de aula e 200 no campo, em sete municípios, seis deles em Pernambuco.

“O programa tem um escopo nacional. Pernambuco foi um ponto de partida. A ideia é continuar crescendo com número de produtores e municípios. O produtor precisa se modernizar. Queremos ensinar que é preciso investir na propriedade para ter ganho de produção e renda. O objetivo principal é fomentar a gestão do campo”, explica o gestor do programa Prospera, Alexsandro Mastropaulo.

O projeto contempla 4h em sala de aula e depois quatro meses de acompanhamento no campo. A ideia é que, com o lucro gerado com o suporte do programa, os agricultores reinvistam em suas propriedades e se preparem para crescer. De acordo com Mastropaulo, antes do projeto piloto, parte desses trabalhadores colhia cerca de 10 a 15 sacas de milho por hectare. Após o projeto, o número aumentou para 60, em 2017, e deve chegar a 70 em 2018.

Os participantes, após os treinamentos em sala de aula, recebem treinamentos práticos, conduzindo as próprias lavouras com alto nível de tecnologia e melhores práticas de manejo. “Com isso, fica evidente para os produtores a diferença entre o sistema produtivo que eles utilizavam versus o que é utilizado por grandes produtores brasileiros e ensinado a eles através do programa”, pontua.

O projeto conta ainda com o chamado Dia do Campo, que trata de tema que os produtores tenham alguma dificuldade adicional. Recentemente, em Itambé, foi realizado um Dia do Campo abordando a produção de silagem e ILP (integração Lavoura Pecuária). “Isso porque identificamos a dificuldade de pecuaristas da região em ofertar alimento nutritivo e em quantidade adequada. Com uma boa produção de silagem e, possivelmente, a adoção de ILP, o pecuarista consegue iniciar o processo de recuperação de pastagem, diminuindo seus custos de produção”, ressalta o gestor do programa Prospera, Alexsandro Mastropaulo.

De acordo com Álvaro Jorge Borba, produtor no município de Itambé, além da produtividade, um dos ganhos é o tecnológico. “Eu nem imaginava que poderia aumentar a minha produtividade.  Mas obtive ganhos a olhos vistos. A tecnologia impacta na gestão do campo. Pernambuco passa por um momento em que o produtor está tendo a possibilidade de diversificar e sair da cana-de-açúcar para ter também o plantio de grãos”, diz. Este ano, o produtor plantou dez hectares de grãos e espera ampliar esta área no próximo ano. “Aí eu poderei trabalhar com a venda para todo o estado”, prevê.

No caso do Prospera, a proposta é manter o cronograma de capacitações anual com a inclusão de novos municípios. Para 2019, o calendário ainda não está fechado, devendo ser traçado nos próximos meses. 


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