DP NOS BAIRROS Apipucos: O endereço das grandes recepções Apipucos concentra inúmeros buffets, que movimentam o intenso mercado de festas. Apesar da crise econômica, empresários tentam driblar o momento

Por: Patrícia Monteiro

Publicado em: 10/10/2018 08:41 Atualizado em:

Arcádia é uma das casas de festa imponentes da região. Foto: 	Arcádia/Divulgação
Arcádia é uma das casas de festa imponentes da região. Foto: Arcádia/Divulgação
Um amplo açude com cerca de quatro metros de profundidade é o cartão-postal de um bairro onde a natureza é mais do que coadjuvante. Suas ruas arborizadas dão a Apipucos um ar bucólico que tem muita relação com uma forte característica do seu comércio: uma grande concentração de buffets e espaços para eventos. São pelo menos sete de grande porte.

Sinônimo de festas, a Arcádia começou suas atividades em 1990 realizando eventos externos para pessoas conhecidas e amigas da família. Um ano depois, mudou-se para Casa Forte e, em 1994, chegou a Apipucos. Segundo Patrícia Gomes, sócia e CEO da empresa, “uma feliz coincidência e a oportunidade de ampliar os negócios”, afirma. Possibilidade que virou realidade: atualmente, o espaço possui 2.500m2 de área e capacidade para 1.800 pessoas (sentadas). Além dela, são mais cinco casas da grife que oferecem um variado leque de opções. Em Apipucos, os eventos mais frequentes são formaturas, seguido de casamentos, festas de 15 anos e eventos corporativos.

Nos últimos anos, a casa precisou se adequar ao momento de instabilidade econômica do país, mas já há motivo para festa para Patrícia, devido à melhora no otimismo. “O mercado está voltando a aquecer. Passamos por uma recessão, principalmente no segmento corporativo, mas está voltando a melhorar. No setor de casamentos, 15 anos e aniversários, seguimos crescendo”, afirma.

A empresária também percebe a mudança no perfil dos eventos, com versões mais compactas. “Aumentou a procura por reuniões mais enxutas (para até 200 pessoas). O segmento de formatura cresceu, principalmente devido ao aumento no número de faculdades”, conta Patrícia.

Também com uma unidade no bairro, o Rose Beltrão é um dos mais antigos e tradicionais com seus 20 anos de existência. Segundo Ana Carolina Rocha, filha de Rose e atual administradora do espaço, a primeira loja ficava situada nos Aflitos, em uma pequena casa. “Logo depois, a demanda começou a crescer e fomos para a Rua Santana, onde está localizada a Porto Fino. Na época, tínhamos capacidade para 500 pessoas. A procura aumentou ainda mais e, em 1999, nos mudamos para uma casa bem maior, em Apipucos, com capacidade para, naquela época, 800 pessoas”, conta. Atualmente, o espaço, tombado por ter sido a primeira residência do pintor Murilo La Greca, tem capacidade para 1.300 pessoas sentadas. Os motivos para a escolha do bairro como novo endereço teve uma série de razões: menor distância da BR, áreas verdes, proximidade de área histórica e das igrejas, como as do Poço da Panela, Casa Forte e Monte Guararapes.

Com uma média de 15 eventos por mês, o espaço tem nas formaturas a maior parte (60%) das demandas. Fazendo uma análise do segmento na conjuntura econômica atual, Ana afirma que, apesar da recessão advinda após o começo da crise de 2016, da metade do ano passado até agora, o setor está se recuperando. “Os eventos estão passando por uma reestruturação, principalmente em relação ao número de convidados. Festa é status, sensação de bem-estar, então sempre irá acontecer, já que todo mundo quer comemorar as vitórias e as coisas boas da vida. Hoje, o que acontece é um número mais seletivo dos participantes”, afirma. Ela revela ainda que o segundo semestre deste ano já está mais favorável (30%) em relação a 2017.

Com um público majoritário da capital pernambucana (93%), a casa prevê realização de reforma no ano de 2021. “Em média, a cada cinco anos, fazemos uma reorganização mais em termos de estrutura mesmo”.


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