Petróleo Governo vende blocos do pré-sal e arrecada R$ 6,82 bilhões Quatro áreas foram vendidas; Secretário de Minas e Energia disse que o governo pretende definir os blocos que serão leiloados no ano que vem

Por: Diario de Pernambuco

Por: AE

Publicado em: 28/09/2018 13:02 Atualizado em:

Foto: Agência Petrobras (Foto: Agência Petrobras)
Foto: Agência Petrobras
O governo vendeu por R$ 6,82 bilhões em bônus de assinatura quatros blocos do pré-sal: Saturno, Titã e Pau-Brasil, na Bacia de Santos, e Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos. As áreas foram arrematadas em leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela 5ª Rodada de Licitações de Partilha da Produção.

O consórcio formado pelas estrangeiras Shell e a Chevron, com 50% de participação para cada uma, arrematou o bloco Saturno com excedente em óleo de 70,20%, frente ao mínimo de 17,54%. O bônus de assinatura, predefinido em edital, é de R$ 3,125 bilhões.

Ao todo, quatro empresas, em dois consórcios, participaram da concorrência - Shell, Chevron, ExxonMobil e QPI Brasil. A Petrobras não apresentou oferta pela área. Localizada na Bacia de Santos, a área é um dos destaques da concorrência, ao lado de Titã, oferecida em seguida.

O bloco Titã foi leiloado para o consórcio formado pela ExxonMobil, com 64% de participação, e QPI Brasil, com 36%, com excedente em óleo de 23,49%, frente ao mínimo predefinido de 9,53%. O bônus de assinatura previsto em leilão é de R$ 3,125 bilhões. A estatal também não apresentou oferta pela área.

Localizado na Bacia de Santos, o Pau-Brasil foi comprado pelas empresas BP, com 50% de participação, Ecopetrol, 20%, e CNOOC, 30%. O excedente em óleo foi de 63,79%, frente ao mínimo predefinido de 24,82%. O ágio do consórcio foi de 146,48% e o bônus previsto chegou aos R$ 500 milhões. A Petrobras apresentou oferta ao lado da Total e da CNODC, mas perdeu a disputa.

Por fim, encerrando a manhã da 5ª Rodada de Licitações de Partilha e de Produção, a Petrobras arrematou sozinha o último bloco ofertado, o Sudoeste de Tartaruga Verde, pelo percentual mínimo de lucro-óleo, 10,01%, e sem nenhuma concorrência.

Esta foi a única vitória da estatal no leilão. O campo faz parte de uma área onde a estatal já opera e, apesar de se situar no chamado polígono do pré-sal, não está localizado nesta camada. Sudoeste de Tartaruga Verde tinha o menor bônus de assinatura, de R$ 70 milhões. 

Mais vendas

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix, disse que o atual governo ainda pretende definir neste ano as áreas que vão ser leiloadas no ano que vem.

A intenção é deixar as concorrências encaminhadas para o novo presidente. Serão três ao todo - a 16ª Rodada de pós-sal, a 6ª Rodada de pré-sal e o excedente da cessão onerosa.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou um calendário de leilões até 2021. "Há uma crença de que o que foi feito até agora não muda. O que pode mudar é o ritmo dos leilões o número de áreas incluídas e a participação da Petrobras", afirmou o secretário.

Também presente no leilão, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que "empresas e a Petrobras devem entender que o objetivo (das licitações de petróleo) é melhorar a qualidade de vida da população".



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