FGV Confiança da Construção sobe 0,9 ponto em setembro, para 80,3 pontos, diz FGV O movimento de melhora das expectativas foi sustentado tanto pela avaliação sobre a situação atual quanto pelas expectativas futuras

Por: AE

Publicado em: 25/09/2018 09:40 Atualizado em:

Foto: Rafael Martins/Arquivo DP
Foto: Rafael Martins/Arquivo DP
O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,9 ponto em setembro ante agosto, alcançando 80,3 pontos, após ter atingido 79,4 pontos no oitavo mês do ano. Os dados forma divulgados nesta terça-feira, 25.

"As expectativas voltaram a crescer, mas sem conseguir recuperar o patamar pré-greve dos caminhoneiros. Houve um ajuste para baixo na percepção relativa ao cenário no curto prazo que afetou o setor como um todo", apontou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

"No entanto, as empresas de infraestrutura, mais suscetíveis ao ambiente de incerteza atual, foram mais impactadas e ainda não mostram sinais de melhora na confiança", ressaltou.

O movimento de melhora das expectativas foi sustentado tanto pela avaliação sobre a situação atual quanto pelas expectativas futuras, destaca o Ibre/FGV. Enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,7 ponto, aos 72,4 pontos (maior nível desde de junho de 2015), o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,0 ponto, para 70,8 pontos (maior nível desde julho de 2015).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve alta de 1,4 ponto porcentual, atingindo 66,4%, no maior patamar desde fevereiro de 2016 (67,0%). Ao mesmo tempo, o Nuci de Mão de Obra e o de Máquinas e Equipamentos trabalharam em expansão, com variações de 1,4 p.p. e 1,2 p.p., respectivamente.

O Ibre/FGV aponta que a confiança empresarial ainda se encontra em patamar muito distante dos níveis anteriores à crise econômica, datando o terceiro trimestre de 2013 como referência. O cenário foi apontado como "bastante desafiador" pelo Instituto já que a diferença entre o cenário atual e o período pré-crise é igualmente grande entre os três principais subsetores da Construção Civil: "A recuperação da atividade tem se dado em ritmo muito lento, o que alimenta as incertezas empresariais", comentou Ana Maria Castelo.


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