Investimento Seminário apresenta oportunidades em Portugal Muitos investidores estão escolhendo o destino para abrir novos negócios

Por: Kauê Diniz

Publicado em: 22/09/2018 08:00 Atualizado em: 21/09/2018 15:19

Chefe aposta na produção de alimentos orgânicos para conquistar o mercado europeu. Foto: Cacau Bake/Divulgacao (Foto: Cacau Bake/Divulgacao)
Chefe aposta na produção de alimentos orgânicos para conquistar o mercado europeu. Foto: Cacau Bake/Divulgacao
Nos últimos anos, Portugal tem aberto as portas para atrair imigrantes com um perfil diferenciado: gente com dinheiro para investir na compra de imóveis ou abertura de negócios. Uma oferta que vem despertando o interesse de muitos brasileiros em busca de qualidade de vida, com possibilidade de obtenção de cidadania portuguesa em cinco anos ou, simplesmente, uma opção de diversificar os investimentos com promessa de maior rentabilidade. Observando essa movimentação que vem saltando aos olhos em volume de negócios e euros, a empresa Direct Portugal, braço europeu da pernambucana Direct Empreendimentos Imobiliários, resolveu que poderia ser uma ponte entre os dois lados desse negócio. Pelo segundo ano consecutivo, vai realizar o Seminário Portugal 360°, terça-feira, das 8h30 às 12h30, no Bugan Hotel, em Boa Viagem, para apresentar oportunidades para os pernambucanos interessados na Europa.

A decisão de repetir o formato do evento e trazer novidades para a edição deste ano foi devido aos números conquistados em 2017, no qual Gustavo Morais, diretor da Direct Portugal, destaca a comercialização de cinco lojas de supermercados, diversas unidades do Hotel Residence Sheraton Cascais (produto pré-lançado durante o evento) e outros negócios em andamento.

As principais apostas de negócios permanecem nesses dois modelos. O primeiro, na compra no prédio onde estão instalados supermercados, que, nessa negociação, comprometem-se a locar o espaço durante no mínimo 20 anos. O investidor, nesse tipo de transação envolvendo de R$ 1 milhão a R$ 15 milhões, recebe uma rentabilidade de 5% a 6% ao ano do valor empregado na aquisição. “Depois de 10 anos, o comprador já tem 60% do seu capital devolvido. Se quiser, pode ainda financiar com banco portugueses em até 30 anos com taxas de juros, em média, de 2% ao ano, enquanto tem retorno de 6%”, destaca Morais.

A outra opção são apartamentos do pré-lançamento mundial, que será realizado no Recife, do Lisboa Residences, localizado às margens do Rio Tejo, de propriedade de uma família real do Kuwait e dona de uma das maiores cadeias de hotel do mundo. Dois diretores do grupo estarão no evento. “São imóveis de vários tipos. Os mais acessíveis custam 520 mil euros. São os de um quarto e 60 metros quadrados. Os valores podem chegar a 8 milhões de euros. O investidor tem dez anos de garantia de rendimento. O percentual de remuneração ainda está sendo fechado, mas no Sheraton Cascais foi de 5% ao ano do valor investido por cinco anos”, explica Morais.

Além desses dois modelos, a Direct apostou na vinda de um dos maiores escritórios de advocacia de Portugal, o Francisco Patrício, e outros especialistas, em diversos setores, para quem estiver interessado em residir agora ou após se aposentar, estudar ou investir em outras modalidades de negócios em Portugal.

“Temos várias ofertas de modelos de negócios, como empresas de segurança de valores, transportes… Vai de fazer pão a avião e, em 24 horas, resolvemos tudo. Ajudamos a tirar o CPF e a abrir a empresa no mesmo dia. É por isso que as pessoas estão enlouquecendo com Portugal. É uma dinâmica surpreendente”, garante Morais, reforçando que com um investimento inicial de 500 mil euros de imediato o investidor ganha o direito a residir no país, com o Golden Visa e, cinco anos depois, requerer a cidadania. “Mas hoje, até com valores menores e tipos de investimentos específicos definidos pelo governo português, consegue-se o Golden Visa”, diz Morais, revelando que de um ano pra cá ajudou a cerca de 15 pernambucano na obtenção do visto.

As inscrições para o seminário podem ser efetuadas no site www.directportugal.vpeventos.com pelo valor de R$ 50,00.

Tapioca conquista mercado

Com sua assinatura no menu de diversos restaurantes pernambucanos, a chefe Cláudia Luck decidiu, há um ano e meio, que estava na hora de arrumar as malas, a partir do desejo do marido, Paulo, de regressar ao  país de origem. Foi pesquisar o mercado de Portugal e viu que, além do setor imobiliário, a alimentação saudável estava em alta. Era o sinal verde para transferir sua empresa de alimentos orgânicos, a Cacau Bake, do Recife para Lisboa. Há dois meses, a empresária passou a apostar como carro-chefe na tapioca, mas com um sabor, através dos recheios, que conquistasse o paladar português. O negócio deu tão certo que Cláudia ampliou os investimentos em sua fábrica e  visualiza seus produtos nas prateleiras de vários países europeus em até três anos.

“Por ser saudável, a tapioca virou moda em Portugal. Temos quatro sabores: tradicional, batata doce (que tem bastante destaque), açaí e chá verde. Trabalhamos nela para dar sabor, pois o europeu não entende bem a tapioca”, conta Cláudia, lembrando de como o produto entrou no cardápio. “Nós fomos ao Bairro do Chiado, em Lisboa, e vi que tinha aberto uma tapiocaria. Meu marido começou a ver a tapioca como o pessoal daqui estava vendo, porque eu só enxergava ela da forma tradicional de coco”.

O cartão de visitas da chef em seu início em Portugal foram os bolos, pães, biscoitos e brownies sem glúten e açúcar, com foco nas demandas dos intolerantes à lactose e glúten e diabéticos e, posteriormente, para veganos e low carb. Esses produtos abriram as portas da Cacau Bake nas padarias, lojas, hotéis e outros estabelecimentos na região de Lisboa e continuam na linha de produção da Cacau Bake.

“O mercado de produtos saudáveis só está crescendo em Portugal e em toda a Europa. Aqui, leva-se muito a sério. É um caminho sem volta. Na Dinamarca, por exemplo, já não se pode vender produtos que não sejam orgânicos”, destaca a chef. “Em três anos de negócios no Brasil não consegui evoluir tanto como neste um ano aqui na Europa. Agora, investimos 50 mil euros na mudança para um espaço maior para a nossa fábrica. Vamos investir mais 70 mil euros na compra de novos equipamentos”, diz a empresária.  



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