Operação Oriente Mais de R$ 7,5 milhões de produtos asiáticos irregulares são apreendidos em Pernambuco A rota usual dos produtos contrabandeados usava o Porto de Suape, em Ipojuca, Litoral Sul do Estado

Publicado em: 20/09/2018 18:12 Atualizado em: 20/09/2018 18:43

Mais de R$ 7,5 milhões em produtos asiáticos foram apreendidos no Recife e em Caruaru na Operação Oriente IV que fiscalizou mais de 50 estabelecimentos nas duas cidades no início desta semana. A ação, organizada pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), apreendeu eletrônicos, material de informática, tecidos, roupas, objetos de decoração e um grande número de guarda-chuvas. Todos importados da Ásia, principalmente China, com indícios de irregularidades fiscais. Além das apreensões, 10 estabelecimentos foram fechados. Apesar das irregularidades, não houve prisões. No Recife, o foco das investigações foram os bairros de São José e da Imbiribeira. Cerca de R$ 1,6 milhões em impostos deixaram de ser arrecadados com as sonegações. 

Cristiano Dias, diretor de Operações Estratégicas da Sefaz-PE, afirma que a fiscalização em Pernambuco está fazendo com que os sonegadores buscassem outros estados para internalizar as mercadorias no país. “Para diminuir o fluxo desses produtos é necessário intensificar a fiscalização. Antes existia mais entrada de mercadorias irregulares em Pernambuco, mas com o trabalho que fizemos, essas empresas estão importando em outros portos nacionais e pelas fronteiras de países da América do Sul.” De acordo com o gestor, a rota usual dos produtos contrabandeados usava o Porto de Suape, em Ipojuca, Litoral Sul do estado. “A secretaria monitora diariamente as empresas, especialmente as ‘noteiras’, que emitem notas fiscais inidôneas para dar cobertura ao trânsito da mercadoria do Sul e Sudeste para cá”, ressalta Dias.

A Receita Federal apreendeu oito toneladas de mercadorias. A maior parte desse montante será destruída, por se tratar de produtos falsificados. Entretanto, os produtos originais que tenham sido importados irregularmente poderão ser ofertados em leilões ou doados a entidades públicas. Segundo a titular da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Ordem Tributária (Deccot), Priscilla Von Sohsten, as investigações ainda precisam ser concluídas. “Após o término das investigações é que poderemos saber se houve intenção de cometer o crime. Os crimes de natureza tributária são diferentes dos demais, pois precisamos antes do processo administrativo do fisco estadual para autuar as pessoas. A partir do momento que já temos os autos de infração das irregularidades cometidas investigaremos se houve dolo por parte dos envolvidos”, disse. 

Ao todo, 151 auditores fiscais da Sefaz-PE e da Receita Federal, além de 112 policiais, entre militares e civis, participaram da operação. O balanço da Oriente IV, que teve início na última terça-feira e foi encerrada na última quarta-feira, foi divulgado nesta quinta-feira (20) durante coletiva na Sefaz. 


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