CONSUMO Intenção de consumo das famílias sobe 1,5% em setembro, diz CNC Apesar do aumento da confiança para consumir, o ICF completou 41 meses abaixo dos 100 pontos

Por: AE

Publicado em: 20/09/2018 11:13 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou 86 9 pontos em setembro de 2018, alta de 1,5% ante agosto. Na comparação com setembro de 2017, o aumento foi de 13,2%, informou nesta quinta-feira, 20, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar do aumento da confiança para consumir, o ICF completou 41 meses abaixo dos 100 pontos, nível de corte para o indicador ser considerado favorável ou desfavorável.

Segundo a CNC, todos os subíndices que compõem a ICF aumentaram na variação ante agosto. 

Três que subiram acima da média: Renda Atual (+2,5%), Nível de Consumo Atual ( 2,4%) e Momento para Duráveis ( 2,2%). Na comparação com setembro de 2017, os componentes que mais subiram foram Nível de Consumo Atual ( 24,9%) e Perspectiva de Consumo ( 22,6%).

"A alta da intenção de consumo pode ser atribuída a alguns fatores que influenciam as decisões de consumo das pessoas, como preços e renda", diz o economista da CNC Antonio Everton, em nota. "Outro fator que explica o incremento da intenção de consumir é a liberação dos recursos do PIS/Pasep para os cotistas destes fundos", continua o texto. 

O mercado de trabalho segue como principal problema para a confiança do consumidor. Os subíndices Emprego Atual ( 0,8%) e Perspectiva Profissional ( 0,7%) foram os que menos cresceram no ICF de setembro. 

"O desemprego alto assusta as pessoas e cria cautela no consumo, principalmente quando o endividamento das famílias já se encontra elevado", diz a nota da CNC.


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