ipc-s FGV: IPC-S acelera a 0,19% na 2ª quadrissemana de setembro (+0 13% na 1ª leitura) Na direção contrária, os conjuntos de preços ajudaram a conter a alta do IPC-S: Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais e Despesas Diversas

Por: AE

Publicado em: 17/09/2018 08:38 Atualizado em:

Foto: Reprodução/Internet
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O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou o ritmo de alta para 0,19% na segunda quadrissemana de setembro, após 0,13% na primeira leitura do mês, informou nesta segunda-feira, 17, a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

No período, cinco das oito classes de despesa que integram o IPC-S apresentaram taxas mais elevadas. A maior influência foi registrada no grupo Transportes, cuja variação passou de negativa de 0,23% na primeira medição para elevação de 0,05%). Neste segmento de preços, a FGV cita como exemplo a gasolina, que deixou de cair 0,95% e subiu 0,38% na segunda quadrissemana de setembro.

Os outros grupos que também pressionaram o IPC-S para cima foram: Vestuário (-0,35% para alta de 0,22%), Educação, Leitura e Recreação (0,45% para 0,61%), Comunicação (-0,25% para -0,02%) e Habitação (0,23% para 0,24%). 

Em Vestuário, a FGV cita que as roupas ficaram um pouco mais caras, ao subirem 0,25% no período, depois de cederem 0,41% na primeira leitura. Em Educação, as passagens aéreas tiveram alta de 24,46%, na comparação com 18,80% antes, enquanto no grupo Comunicação, a pressão adveio de pacotes de telefonia fixa e internet (-0,19% para 0,64%). Já em Habitação, a tarifa de eletricidade residencial foi o destaque, ao sair de queda de 0 65% para recuo de 0,23% na segunda leitura.

Na direção contrária, os conjuntos de preços ajudaram a conter a alta do IPC-S: Alimentação (0,18% para 0,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,22%) e Despesas Diversas (0,75% para 0 56%). Nestes segmentos de preços a FGV menciona como exemplo os gastos com restaurantes (0,43% para 0,35%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,16% para -0,58%) e cigarros (1,94% para 1 28%), respectivamente. 

As passagens aéreas lideraram a lista das maiores influências do IPC-S nesta medição. No período, tiveram alta de 24,46%, na comparação com 18,80% antes. Em seguida, a maior fonte de pressão partiu de plano de seguro de saúde (0,64% para 0,65%), acompanhada por refeições em bares e restaurantes (0,43% para 0 35%), cigarros (1,94% para 1,28%) e excursão e tour (2,50% para 3,05%).

Já no ranking das maiores contribuições negativas, a FGV constatou que houve alívio nos seguintes preços: leite longa vida (-3,64% para -3,63%); show musical (-3,40% para -4,20%); batata inglesa (-14,60% para -15,48%); etanol (-4,56% para -2 00%); e cebola (-21,17% para -20,90%).


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