DP Empresas Empresa pernambucana de tecnologia investe R$ 2 milhões em startups CMTech abre braço para acelerar startups e investimento na primeira chamada será de R$ 200 mil para cada um dos 10 projetos selecionados

Por: Luciana Morosini

Publicado em: 25/08/2018 11:00 Atualizado em: 23/08/2018 22:10

Italo Nogueira espera que as propostas consigam entregar aplicações globais. Foto: CMTech/Divulgação
Italo Nogueira espera que as propostas consigam entregar aplicações globais. Foto: CMTech/Divulgação

Ao fechar 2017 com faturamento de R$ 30 milhões e atingir a maioridade neste ano, a empresa pernambucana de tecnologia CMTech sentiu a necessidade de inovar e resolveu investir em mais um braço de atuação. A empresa lançou nesta semana o seu celeiro de aceleração de startups, que vai funcionar no Recife Antigo e pretende estimular o desenvolvimento de aplicações focadas nas principais áreas de atuação da CMTech. Para a primeira chamada, que deve sair em setembro, serão investidos R$ 2 milhões. Como ela terá capacidade para 10 projetos, serão R$ 200 mil para cada uma das startups selecionadas. A expectativa do CMTech Labs é abrir uma chamada a cada seis meses e oferecer não apenas o investimento e a infraestrutura, mas também expertise para fazer o negócio alavancar para além de Pernambuco, mas de forma global.

Italo Nogueira, sócio da CMTech, já vinha acumulando ao longo dos últimos quatro anos experiências na aceleração de startups. "Começamos esse processo com pesquisas e, em 2014, fomos os únicos investidores do Cesar Labs, colocamos R$ 500 mil lá e foi o nosso primeiro teste como investidor anjo", explica. Depois veio o investimento de R$ 300 na Bossa Nova, que contava com 20 startups, e casos de sucesso como a FusioTrack, que deve faturar R$ 8 milhões neste ano. "Fomos aprendendo os processos e agora entendemos que chegou a hora de nós, como empresa, fazermos a nossa própria estrutura de aceleração. E estamos nos propondo que esse não será um ambiente só nosso, queremos que outras empresas venham usar nosso espaço e que ele cresça e traga mais mantenedores", completa.

O foco inicial estará em projetos pernambucanos, mas empresas de fora do estado não estão descartadas. "Não estamos fechados para bons projetos e estamos buscando aqueles que tragam aplicações globais, que possam ser usadas para além daqui", explica o sócio. O chamado é para áreas como smart cities, IoT, smart energy, rastreabilidade de chamados e ativos, logística de entrega de serviços, chatbots, service desk e field service. Das startups aceleradas, a CMTech fica com um percentual, que vai depender do tipo e do risco do projeto, mas varia até 25% da empresa. Se o projeto escalar, a própria CMTech pode entrar como investidora e colocar mais dinheiro nas companhias de maior sucesso. "Inclusive, acreditamos que pode surgir algo muito maior do que a própria CMTech", acrescenta.

O CMTech Labs já nasce com parcerias importantes, como a com a OBr.Global, do Vale do Silício e do especialista internacional em expansão de startups Robert Janssen. A ideia é garantir a possibilidade de os projetos locais terem visibilidade no mercado internacional. "Além disso, a OBr. Global tem parceria com a Velocity, que conta com uma rede de mais de 800 investidores anjos, aumentando as chances de multiplicar os investimentos em nossos projetos", explica Italo. Outro ponto importante dá conta da metodologia. "Fizemos parceria com a GrowthWheel, que vai mostrar o passo a passo para aceleração corporativa, como se fosse uma franquia. Fizemos a união da metodologia deles com as que temos aqui, podendo minimizar as possibilidades de erro", ressalta. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn da UFPE) também entra como parceiro e vai estudar o mercado e mostrar quais são as tendências para que elas sejam levadas para as chamadas do CMTech Labs.


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