Apelo Moreira Franco diz que vai pedir à Petrobras que suspenda parada de Mexilhão A parada programada da plataforma de Mexilhão, produtora de gás natural na Bacia de Santos, foi anunciada na semana passada pela empresa

Por: AE

Publicado em: 30/07/2018 14:48 Atualizado em:

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)
O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, confirmou que vai "fazer um apelo" para que a Petrobras suspenda uma parada programada da plataforma de Mexilhão, produtora de gás natural na Bacia de Santos, anunciada na semana passada pela empresa, decisão tomada em conjunto com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A Petrobras argumenta que escolheu esse período justamente pela redução da demanda em relação ao verão, quando o ar-condicionado aumenta expressivamente o consumo de energia no País.

Ele afirmou que vai pedir ao presidente da estatal, Ivan Monteiro, em reunião na noite desta segunda-feira (30), que considere a hipótese de adiar "por um ou três meses" a manutenção e as obras de expansão do escoamento de gás da bacia.

"Isso não é pelo fato de a Petrobras ser uma empresa pública, se fosse uma empresa privada, pelo impacto que isso provoca por causa da situação hidrológica, faria o apelo em benefício da sociedade brasileira, para escolher um período melhor", disse o ministro ao participar da reunião do Conselho de Energia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), onde foi assinada a autorização para construção de uma termelétrica de 1.673 megawatts de capacidade instalada no Porto do Açu, no Norte Fluminense.

Ele afirmou ainda que fará esforços para que uma ferrovia seja construída ligando o Rio a Vitória e passando pelo porto, como estava planejado, mas que não foi adiante. Segundo Moreira, a ferrovia dependia da construção do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) e, com o atraso dessa obra, não foi possível fazê-la.

"Deve se fazer uma pressão o mais rápido possível para a Petrobras retomar o Comperj", disse durante palestra no evento.


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