EMPREENDIMENTO Antiga Livraria Cultura deve dar lugar para novo complexo no coração do Recife Antigo Local no qual ficava a livraria ganhará novos empreendimentos que vão ajudar a movimentar o bairro e dinamizar a economia da região

Por: Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco

Publicado em: 27/07/2018 07:16 Atualizado em:

Novo projeto arquitetônico do local onde funcionava a Livraria Cultura
Foto: Nando Chiappetta / DP
Novo projeto arquitetônico do local onde funcionava a Livraria Cultura Foto: Nando Chiappetta / DP
Boas ideias, novos modelos de negócios para serem implantados num espaço multiuso sem perder a identidade afetiva do local. Com esses três pilares na cabeça, o arquiteto Josemar Ferraz está trabalhando no mais novo empreendimento da empresa Cais do Recife, que tem no espaço da antiga Livraria Cultura, no Paço Alfândega, uma das bases desse novo complexo que será erguido no coração do Recife Antigo. A expectativa é que alguns dos projetos estejam prontos já no próximo mês. Antes do final do ano o público poderá desfrutar do novo espaço de convivência, gastronomia, empresas de tecnologia e prestação de serviços.

O empreendedor Álvaro Jucá, que construiu o Paço Alfandega, e é sócio do Cais do Recife junto com o empresário Marcos Ferraz, disse que o trabalho de requalificação da área está em ritmo acelerado. Após oito anos de briga judicial, os antigos sócios reassumiram o prédio do edifíciogaragem do shopping, onde era localizada a Cultura e está a casa de recepções Arcádia, além do estacionamento. O objetivo é oferecer aos empresários interessados no novo modelo de negócio equipamentos modernos, mantendo a vocação cultural do lugar.

O arquiteto Josemar Ferraz avisou que a identidade vocacional da área será mantida. “Eu costumava ir na Livraria Cultura para tomar um café, bater papo com os amigos e ver livros. Essa lógica será mantida, mas novos atrativos serão acoplados”. De acordo com ele, a construção será totalmente integrada numa área total de 7.800 metros quadrados. Os espaços estão sendo pensados de maneira compartilhada e vão atender a diferentes públicos.

Pelo projeto, a livraria física conviverá em harmonia com uma digital no térreo. Na mesma área será construído um café e um teatro para o público infantil. No outro bloco, um auditório para 275 lugares, coworking, café, lanchonete, além de salas de reuniões, convenções e seminários. “O empreendimento está aberto a novos parceiros e o espaço será requalificado”, explicou Ferraz.

Na cobertura do Paço Alfândega, os proprietários planejam a construção de um bistrô, semelhante ao do antigo Restaurante Assucar, que funcionava no Paço. Também haverá espaço para eventos culturais, pocket shows e festas, tendo a vista do Rio Capibaribe como um dos seus principais cartões-postais. A proposta é oferecer aos frequentadores uma vista deslumbrante num ambiente descontraído e ao mesmo tempo agradável.

De acordo com Álvaro Jucá, as crises geram oportunidade e as livrarias de maneira geral tiveram que se reinventar. “As livrarias não precisam mais ter o mesmo tamanho de antes. As grandes abriram o e-commerce que atende bem ao mercado. Estamos desenhando um novo projeto no Recife, onde os frequentadores poderão solicitar livros pela internet, desfrutar de boas leituras presencialmente sem perder a oportunidade de tomar um café e fazer novos negócios”.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.