Otimismo Confiança do comércio cai 4,3% em julho ante junho Na passagem de junho para julho, 69,4% dos empresários do comércio entrevistados pela CNC apontaram piora no cenário econômico

Por: AE

Publicado em: 19/07/2018 10:58 Atualizado em:

Segundo a CNC, a decepção com as condições correntes da economia (-13,6%) foi decisiva para a queda em julho. Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Segundo a CNC, a decepção com as condições correntes da economia (-13,6%) foi decisiva para a queda em julho. Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 4,3% em julho ante junho, para 103,9 pontos, informou nesta quinta-feira, 19, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com julho de 2017, houve aumento de 2,3% no Icec, mas o nível registrado neste mês é o mais baixo desde agosto do ano passado, quando o indicador estava em 103,1. Na passagem de junho para julho, 69,4% dos empresários do comércio entrevistados pela CNC apontaram piora no cenário econômico. 

Segundo a CNC, a decepção com as condições correntes da economia (-13,6%) foi decisiva para a queda em julho. "Tanto a insatisfação com a situação atual quanto as expectativas para o crescimento da economia impactaram significativamente o indicador de confiança de julho", diz, em nota, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. 

Conforme a pesquisa, embora a maior parte dos varejistas (73,2%) ainda acredite na melhora da economia nos próximos meses, o grau de otimismo está no menor patamar dos últimos dois anos. O componente do Icec que mede as expectativas dos comerciantes registrou recuo de 2,2% ante junho e queda de 1% na comparação com julho de 2017, "a primeira queda anual desde o auge da crise em maio de 2016", segundo a CNC. 

O subíndice relativo aos investimentos caiu 1,8% em relação a junho, puxado pela redução na intenção de contratação nos próximos meses (-2,8%). "A maior parte dos empresários (56,9%) pretende contratar trabalhadores nos próximos meses. Esse porcentual, no entanto, já difere significativamente da proporção de varejistas dispostos a contratar em janeiro deste ano (61,1%)", diz a nota da CNC. 

O levantamento da CNC aponta ainda que, passada a turbulência gerada pela greve dos caminhoneiros, no fim de maio, os estoques no comércio foram normalizados. Em junho, 15,2% dos comerciantes afirmavam estar com estoques abaixo do adequado, enquanto em julho esse porcentual recuou para 14,7%, nível "praticamente igual" ao verificado antes da crise de abastecimento, segundo a CNC.



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