Tecnologia Pernambucana desenvolve sistema que reduz riscos na extração de petróleo Gasil - Gases e Equipamentos desenvolveu tecnologia que elimina em algumas horas todo o resíduo da água resultante da extração de petróleo

Por: Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

Publicado em: 30/06/2018 09:00 Atualizado em:

Sistema foi apresentado recentemente para técnicos da Petrobras, que aprovaram a eficiência da tecnologia. Foto: Tatiana Nascimento/DP (Foto: Tatiana Nascimento/DP)
Sistema foi apresentado recentemente para técnicos da Petrobras, que aprovaram a eficiência da tecnologia. Foto: Tatiana Nascimento/DP
O gerenciamento de grandes volumes de água resultante da extração de petróleo nas plataformas marítimas é um dos desafios mais difíceis enfrentados pelas empresas petrolíferas. É que a água contém altos índices de óleo e graxa e, por isso, precisa ser tratada em terra firme antes do descarte no mar. Foi justamente este ponto que os técnicos da pernambucana Gasil – Gases e Equipamentos resolveram estudar. E daí surgiu uma nova tecnologia. O sistema desenvolvido permite eliminar em algumas horas todo o resíduo permitindo que o processo seja realizado, inclusive, em alto-mar.

“Utilizando um processo de oxidação molecular a partir de uma usina geradora de ozônio realizamos o processo mais rapidamente. Estamos desde 2016 estudando este processo. No ano passado, chamamos a Petrobras para conhecer a nossa proposta e mostrar o que podíamos fazer. A estatal formou um grupo de estudos para analisar o nosso sistema. Recentemente, nos foram enviadas algumas amostras e comprovamos que podemos realmente eliminar as impurezas em apenas duas horas. Agora iremos levar a tecnologia para teste nas plataformas”, conta o engenheiro, pesquisador e diretor da Gasil – Gases e Equipamentos, Raimundo Silton.

De acordo com Silton, além de ser mais eficiente do que os processos de descontaminação utilizados atualmente, a tecnologia também permite uma redução no custo total da operação em mais de 50%. “O processo é bem mais barato porque os únicos insumos utilizados são energia elétrica e o ar atmosférico de onde é retirado o ozônio”, explica.

O processo desenvolvido pela empresa pernambucana também pode ser utilizado para a limpeza e descontaminação dos gigantescos tanques de armazenamento de petróleo existentes nos parques de tancagem das empresas petrolíferas. “Os nossos técnicos têm uma visita programada na Petrobras no Rio de Janeiro para que seja feita uma avaliação das condições estruturais do parque de tancagem e para coleta de subsídios para a elaboração de um projeto para atender às necessidades da empresa petrolífera”, detalha Silton. Com a nova ferramenta, a empresa espera voltar a ter um crescimento no faturamento superior a 20%, como vinha acontecendo antes da crise econômica.

Outros projetos

O desenvolvimento da tecnologia para a área de petróleo foi a mais recente aposta da empresa, que foi fundada em 1993. “Eu trabalhava em uma usina de açúcar e, quando sai de lá, decidi botar uma unidade de produção de oxigênio. Começamos em Bezerros e, desde então, estamos buscando inovações que nos mantenha no mercado”, conta Raimundo Silton.

A Gasil também produz usinas geradoras de oxigênio para instalação em hospitais e clínicas médicas. Fornece ainda equipamentos para oxigenorerapia a partir da disponibilização de oxigênio em cilindros.

A empresa também detém a patente da tecnologia empregada para a substituição do enxofre por ozônio do processo de branqueamento do açúcar, o que torna o produto mais saudável e possibilita a adição de micronutrientes como as vitaminas.


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