Luto Ex-ministro Eliezer Batista morre aos 94 anos Empresário é considerado a figura mais importante para o crescimento e a consolidação da Companha Vale do Rio Doce

Por: Agência Brasil

Publicado em: 18/06/2018 23:59 Atualizado em:

Morreu na noite desta segunda-feira o empresário de mineração, ex-ministro das Minas e Energia no governo de Fernando Collor e ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Eliezer Batista, 94 anos. Pai do também empresário Eike Batista, ele estava internado no Hospital Samaritano, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda.

Engenheiro de formação, Eliezer também foi secretário de Assuntos Estratégicos (SAE) no governo Collor. Atuou no Programa Grande Carajás, a primeira iniciativa de exploração das riquezas da província mineral dos Carajás, abrangendo áreas do Pará até o Xingu, Goiás e Maranhão.

Na Vale do Rio Doce, vendeu para os japoneses minério de ferro após a Segunda Gerra Mundial, levando o minério do Porto de Tubarão diretamente ao Japão, a preços competitivos com as minas da Austrália. Esse feito o transformou no “engenheiro ferroviário que ligou a Vale ao resto do mundo”. Os japoneses reconheceram seu valor e entregaram a Eliezer Batista a mais alta condecoração daquele país, por ter causado uma verdadeira revolução no sistema de transporte marítimo ferroviário.

Exerceu, entre 1964 e 1968, os cargos de diretor-presidente da Minerações Brasileiras Reunidas, resultado da fusão da Caemi com a Bethlehem Steel e, em seguida, o de vice-presidente da Itabira International Company (Nova York). Ainda em 1968, assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GmbH, na Alemanha Ocidental, posto no qual permaneceu até 1974. Quando da fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, tornou-se seu presidente.

Em nota, a Vale lamentou a morte de Eliezer Batista, primeiro empregado de carreira a ocupar o principal posto na empresa, segundo a companha.
"Presidente por duas vezes, Eliezer preparou a então Companhia Vale do Rio Doce para o crescimento que ocorreria a partir da década de 1980, criando uma estratégia de comercialização de minério em grandes volumes e a longo prazo com as siderúrgicas japonesas", diz o comunicado.

"Estamos consternados. Nosso maior engenheiro, o homem que teve a visão de preparar a Vale para ser a empresa que conhecemos hoje, se foi. Eliezer Batista, que um dia recebeu a alcunha de 'Engenheiro do Brasil', bem que poderia ser conhecido por 'o Construtor da Vale'. Sim, temos orgulho de dizer que fomos a sua principal obra", afirmou o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman.

No Twitter, o presidente Michel Temer também lamentou. "O Brasil perdeu um de seus maiores engenheiros. Eliezer Batista foi um dos responsáveis pelo sucesso da Vale no mundo. Muito trabalhou pelo nosso país e sempre acreditou no Brasil", escreveu.



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