Diálogo Caminhoneiros e ANTT voltam a discutir preços de fretes na segunda Categoria se reunirá no fim de semana para debater ajustes na tabela

Por: Agência Brasil

Publicado em: 08/06/2018 20:44 Atualizado em:

 (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) voltará a se reunir com representantes dos caminhoneiros na próxima semana. O objetivo é debater a tabela com os preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário. Já houve, hoje (8), uma reunião com os caminhoneiros que começou pela manhã e seguiu até o final da tarde.
 
“A categoria presente se reunirá durante o fim de semana para aprofundar as conversas sobre os ajustes na tabela de frete mínimo. Na segunda-feira (11) os representantes voltam a se reunir com a Agência", diz a nota da entidade. A ANTT declarou que segue empenhada em encontrar “uma solução que harmonize os interesses de produtores, transportadores e sociedade”.

Pouco antes do meio-dia, a ANTT informou que havia suspendido os efeitos da resolução sobre o frete mínimo publicada na noite de ontem (7). A tabela cancelada é a segunda a ser publicada pelo governo federal. Com a suspensão do texto, que ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União, voltará a vigorar a primeira versão, do dia 30 de maio.

Na nota publicada pela manhã, a ANTT disse que a reunião com os caminhoneiros seria “puramente” técnica e que não iria produzir efeitos imediatos. “As questões técnicas da tabela continuarão em discussão na Agência e com o setor".

O tabelamento do frete foi uma das reivindicações de caminhoneiros atendidas pelo governo no fim do mês passado para tentar terminar com a paralisação que durou 11 dias, afetando diversos setores da economia.

CNI
 
Mais cedo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tabelamento do frete para transporte rodoviário de cargas. A entidade é contra a Medida Provisória 832, que estabeleceu os preços mínimos obrigatórios para a cobrança.
 
A CNI disse que considera a MP inconstitucional por desrespeitar a livre iniciativa, por impedir a livre concorrência e modificar contratos já firmados, o que caracterizaria intervenção indevida do Estado na economia (Artigo 174).

Ainda na tarde desta sexta-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que mais 46 transportadoras paguem, em 15 dias, R$ 506,5 milhões em multas judiciais pelo descumprimento da liminar que determinava o desbloqueio imediato das rodovias, durante a paralisação dos caminhoneiros.


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