Diario nos Bairros Bairro para chamar de seu

Publicado em: 05/06/2018 10:10 Atualizado em: 05/06/2018 10:14

O cantor e compositor Almir Rouche escolheu a Caxangá como endereço há 16 anos por causa da abundância de verde. A estilista e figurinista Xuruca Pacheco não troca a Madalena por nada. O estilista de sapatos Jailson Marcos é encantado pela Torre desde 1996. Histórias de quem adota um bairro como seu. A entrevista abaixo conta um pouco da relação dos ilustres artistas com os bairros da Zona Oeste do Recife.

Personagens
Diario conversou com três moradores ilustres da Caxangá, Madalena e Torre, respectivamente

ALMIR ROUCHE, CANTOR E COMPOSITOR
XURUCA PACHECO, ESTILISTA E FIGURINISTA
JAILSON MARCOS, ESTILISTA DE SAPATOS

Há quantos anos você mora na Zona Oeste? Por quê?

Almir: Moro na Caxangá há 16 anos e a escolhi porque tem muito verde. Moro em frente ao Caxangá Golf Club e até a temperatura é diferente. É arborizado e tem vento.

Xuruca: Moro na Madalena há 20 anos e não troco por nada. Aqui é lindo e ainda temos o  rio como companhia.

Jailson: Cheguei aqui em 1996. Estava procurando uma casa onde pudesse crescer  enquanto empreendedor, onde meu negócio pudesse crescer, e precisava ser  uma casa. Foi isso que me encantou na Torre, porque ainda é possível encontrar casas aqui.

Quais espaços, sejam comerciais ou não, nesses bairros que marcam a sua memória?

Almir: Gosto de andar de bicicleta no campus da UFPE e ir ao Instituto Brennand, tanto no ateliê quanto no Castelo, na Várzea. Também curto o Horto Dois Irmãos, que é belissimo e fica ao lado da Caxangá.

Xuruca: Amo caminhar na beira-rio, se torna um hábito de quem mora aqui. Acho que ir  ao Instituto Brennand também é obrigatório.

Jailson: Eu amo a Igreja Católica da Torre e a praça de lá. São locais bonitos e que  qualquer um pode visitar.

Quais locais você faz questão de indicar para amigos que estão visitando a cidade? Indica quais restaurantes no seu bairro?

Almir: Tem o Teichi, de culinária japonesa, o Boi e Brasa, ótimo churrasco, o  Brazzettus, também de churrasco. Tem todo tipo de restaurante aqui no bairro da Caxangá.

Xuruca: Eu gosto do Itiban, sushi maravilhoso. Tem o Beerdoock, de cerveja artesanal, o  Meio do Mundo Café, para reuniões de trabalho ou de amigos.  A gastronomia é bem servida por aqui.

Jailson: Eu curto o Bar do Agenor, que é um boteco, cerveja gelado e bons petiscos.  Também gosto muito da Massa Nobre, que é uma padaria que tem de tudo e  fica perto da ponte da Torre.

Existe algum hábito de consumo típico do seu bairro que você identifique?

Almir: Acredito que a Caxangá é uma centralidade. Tem de tudo. Boas oficinas, escolas, universidades, consutórios, hospital, supermercados, padarias, igrejas, praças... o hábito de consumo é não sair da Caxangá  para consumir.

Xuruca: Identifico que as pessoas aqui saem pouco do bairro para comprar coisas. Tem  tudo por aqui. Com o RM Express, para mim, completou o que faltava na região.

Jailson: Aqui, a gente está no centro, qualquer coisa que faltar na região. A gente pode optar entre ir para a Zona Norte, como no Plaza, meu  shopping hoje, ou ir para a Zona Sul, como o caso da minha loja, que fica no Pina, e sempre é um caminho curto. Então temos a possibilidade de  consumir em qualquer lugar do Recife.

Quais desafios podem afetar a vida comercial ou econômica do bairro?

Almir: Acredito que o desafio da Zona Oeste é mobilidade. É muito fácil a Caxangá  estar engarrafada.

Xuruca: Acho que falta limpeza. Mas, muitas vezes, é um problema dos  próprios moradores. Também tem a insegurança. Só frequento a beira-rio, por  exemplo, entre 6h e 18h. Antes ou depois  disso, considero arriscado.

Jailson: Acredito que a segurança é nosso maior desafio. Apesar de que na Torre ainda vemos gente conversando nas calçadas à noite. Ainda há um clima de bairro. Mesmo assim, falta policiamento.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.