Transporte Aeroporto do Recife proibido de receber novos voos Decisão foi tomada após a Infraero se negar a cumprir Plano de Ações Correções (PAC) em áreas prioritárias para a segurança operacional. Deputado Felipe Carreras convidou Ministro dos Transportes para explicar situação na Câmara

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/05/2018 10:00 Atualizado em: 10/05/2018 10:38

Carreras alega que o Aeroporto foi abandonado pela Infraero devido à previsão de privatização do terminal. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Carreras alega que o Aeroporto foi abandonado pela Infraero devido à previsão de privatização do terminal. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Por não se enquadrar em algumas das diretrizes recomendadas pelo Plano de Ações Correções (PAC), o Aeroporto Internacional do Recife não poderá receber novas rotas de voos. A determinação foi lançada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última quarta-feira (9) e publicada no Diário Oficial.

A decisão foi tomada após a Infraero se negar a cumprir o PAC em áreas prioritárias para a segurança operacional. A pista de pouso, de decolagem e seus entornos, que são consideradas áreas prioritárias para a segurança operacional, foram os ítens notificados fora das conformidades determinadas pela Agência. 

O deputado federal Felipe Carreras alega que o Aeroporto foi abandonado pela Infraero devido à previsão de privatização do terminal. "A própria Infraero confirmou este fato no processo 00065.570757/2017-68 da Anac, quando informou que não há previsão de investimentos adicionais".

O descumprimento da PAC pela Infraero, que trouxe repercussões negativas ao terminal aeroviário da capital Pernambucana vai de encontro ao que a Secretaria de Aviação Civil informou em uma audiência pública comandada pelo deputado. O encontro ocorreu há 15 dias, na Câmara.

Na ocasião, o representante da Secretaria, Roney Glanzmann, informou que cerca de R$ 10 bilhões são recebidos pelo Fundo Nacional de Aviação Civil, mas que apenas R$ 1,5 bilhões conseguem ser gastos. “Não existe falta de dinheiro. Existe falta de visão e um abandono total dos terminais devido à concessão", reforça Carreras. 



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