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Mais caro Com alta de até 118%, mamão é o vilão da semana Preços de hortifrutigranjeiros voltam a pressionar o orçamento das famílias

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 14/04/2018 18:52 Atualizado em:

 (Antônio Cunha/Esp.CB/D.A Press)
 
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,09% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e os itens que exerceram maior impacto individual sobre o indicador foram os hortifrutigranjeiros, com alta de 5,32% na média nacional. Dentre as frutas que ficaram mais caras, os destaques foram o mamão, com avanço de 21,54%, o pimentão, 20,15% mais caro, e a laranja-bahia, com alta de 14,26%.

O levantamento realizado semanalmente pelo Correio em supermercados do Distrito Federal mostra que o encarecimento das frutas, detectado pelo IBGE em março, continuou na semana passada. O mamão, por exemplo, foi o item que mais subiu durante a semana, chegando a custar 118% a mais do que na semana anterior. Quem vai ao mercado percebe que as frutas têm apresentado os aumentos mais expressivos. De acordo com a aposentada Meire Neves, 59 anos, o único momento propício para a compra desses produtos é quando eles estão em promoção.

“O preço dos hortifrutigranjeiros está muito instável. Para eu levar para casa, o produto tem que estar com desconto”, afirmou. O mamão já até saiu da lista de compras da aposentada. “Deixei de consumir  porque está muito caro. Quando a fruta estiver com um valor mais acessível voltarei a comprá-la”, disse Meire.

Segundo a educadora financeira da Dsop Cíntia Senna, a alta dos hortifrutigranjeiros pode ser explicada por razões que vão além da demanda pelos produtos. “O preço das frutas depende de questões que, muitas vezes, envolvem a produção. Então, fatores como chuva em excesso e problemas na colheita acabam influenciando o valor final”, explica.

A educadora indica alternativas como a de Meire para conseguir preços mais em conta na hora de levar os produtos para casa. “Vale a pena aproveitar promoções e, quando não tiver nenhum desconto, tentar negociar com o gerente ou dono da banca”, aconselhou. “Outra dica é ir mais cedo às feiras livres e, se necessário, diminuir a quantidade dos produtos comprados”, disse, substituindo-os por outros mais em conta.



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