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CLT Centrais sindicais tentam anular reforma trabalhista Mobilização tentará coletar 1,3 milhão de assinaturas para projeto de Lei de Iniciativa Popular

Por: Thatiana Pimentel

Publicado em: 11/11/2017 09:50 Atualizado em: 11/11/2017 11:16

Foto: Valdecir Galor/SMCS
Foto: Valdecir Galor/SMCS
Após o protesto simultâneo em 20 estados brasileiros contra a reforma trabalhista, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as centrais sindicais irão se reunir na próxima semana para traçar uma agenda de manifestações e ações pela anulação da nova legislação. Uma greve geral, inclusive, está sendo cogitada, assim como outros protestos e paralisações este ano e no início de 2018. Um dos pontos principais da mobilização é a coleta de assinaturas para um projeto de Lei de Iniciativa Popular pela anulação da reforma trabalhista. Para tocar a campanha é necessário reunir 1,3 milhão de assinaturas em todo o país. Mais de 500 mil já foram coletadas. Agora, a campanha segue nas sedes sindicais brasileiras. Para aderir, é preciso apenas ir a uma entidade sindical com o número do título eleitoral e assinar.

“Quem quiser ajudar, pode ir a um sindicato e pegar folhas de assinatura para conseguir adesões, o que pode ser feito nas ruas, nas universidades, no prédio onde mora, colégios ou onde houver eleitores. Quando atingirmos 1,3 milhão de assinaturas, daremos entrada no Congresso e já temos deputados federais que prometeram apoio para as votações”, explica Paulo Rocha, vice-presidente da CUT. Segundo ele, a agenda de ações será definida na próxima semana. “Os trabalhadores precisam acordar. A reforma só beneficia os patrões. Como podemos aceitar isso?”, questiona. Ele e outros integrantes do movimento sindical em Pernambuco estiveram presentes ontem no protesto do Derby, organizado pela CUT. A mobilização reuniu sindicatos representativos, como o da polícia, dos professores e dos bancários. Muitos também lutam contra a privatização e a terceirização. 

Ao todo, cerca de cinco mil pessoas participaram da manifestação no Recife, segundo os organizadores. O grupo caminhou da Praça do Derby ao Ministério do Trabalho, que fica na Avenida Agamenon Magalhães, sem grandes transtornos ao trânsito.  Para Áureo Cisneiros, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), também presente ao ato, os trabalhadores precisam saber que podem barrar a reforma. “Essas novas regras terão um reflexo negativo em tudo. Os policiais perderão benefícios e terão o trabalho mais precarizado, inclusive com ajuda da tercerização. A questão da segurança não passa apenas pela repressão. O corte de investimentos sociais anunciado com a PEC 55 já piorou o cenário de insegurança no Brasil porque quanto mais miséria, mais instável fica a população e mais espaço é aberto para a violência”, reforça.

Helmilton Bezerra, presidente do Sindicato de Professores de Pernambuco (Sinpro), ressalta que os benefícios acumulados em todas as convenções coletivas de todas as categorias passarão a ser revistos pelas empresas a partir deste sábado. “Para os professores, isso será nefasto, porque temos uma carga horária excedente de sala com correção de provas e planejamento e, hoje, há o pagamento disso, mas pode deixar de ocorrer nessa nova fase das negociações. Além disso, acabou concurso. Vão terceirizar tudo. Isso também diminui a qualidade da equipe e do ensino. É um buraco sem fundo.” Para ele, o ponto mais grave do texto é a permissão para que o acordado entre funcionário e empresa pese mais que as convenções coletivas. Quem quiser saber mais da Campanha Nacional pela Anulação da Reforma Trabalhista pode visualizar o projeto de Lei de Iniciativa Popular através do www.napressao.org.br ou www.anulareforma.cut.org.br


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