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Dívida Brasil terá a 12ª maior dívida do mundo em 2022, segundo FMI Em 2016, a dívida brasileira chegou a ser a 40ª maior do mundo (78,3%). Em abril, o FMI fez a previsão de que o país teria a 19ª maior dívida global em 2022, mas agora acredita que subiria para a 12ª posição

Publicado em: 11/10/2017 08:30 Atualizado em: 11/10/2017 08:35

Essa piora é o reflexo da deterioração das contas públicas e as receitas não acompanhando o ritmo de crescimento das despesas. Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil
Essa piora é o reflexo da deterioração das contas públicas e as receitas não acompanhando o ritmo de crescimento das despesas. Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil terá a 12ª maior dívida do mundo em 2022, representando 96,9% do PIB.

Em 2016, a dívida brasileira chegou a ser a 40ª maior do mundo (78,3%). Em abril, o FMI fez a previsão de que o país teria a 19ª maior dívida global em 2022, mas agora acredita que subiria para a 12ª posição.

Essa piora é o reflexo da deterioração das contas públicas e as receitas não acompanhando o ritmo de crescimento das despesas. 

O governo Michel Temer prevê que, em 2017, haverá um deficit primário de R$ 159 bilhões, sendo este o quarto ano seguido de rombo nas contas públicas. 

À frente no Brasil no ranking estarão países ricos como Japão (233,9% do PIB) e Estados Unidos (109,6% do PIB), e o Líbano, Eritreia e Cabo Verde. Já a projeção para as grandes economias emergentes estão bem abaixo do Brasil, com previsão para 2022. 

A dívida atual já representa 83,4% da renda brasileira, pelos cálculos do FMI. O número não é compatível com os cálculos do Banco Central, que declarou que a dívida bruta brasileira seria de 76,2% do PIB. Porém, o FMI inclui na conta as dívidas dos títulos do Tesouro que são negociados pelo Banco Central para regular a quantidade de dinheiro na economia. 

O FMI também divulgou, no relatório Panorama Econômico Global, um aumento na estimativa de crescimento do PIB do Brasil neste ano, de 0,3% em julho para 0,7% com base nos resultados vistos no campo e na alta do consumo impulsionada pela liberação do FGTS. 

Para 2018, também houve um leve crescimento em relação aos dados divulgados em julho, de 1,3% para 1,5%. 


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