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Mudanças Ilan: reformas, sobretudo da Previdência, são importantes para recuperação Ilan explicou que a frustração no processo de aprovação das reformas é um dos riscos para a inflação voltar a crescer, assim como mudanças no cenário internacional

Por: Agência Estado

Publicado em: 10/10/2017 14:15 Atualizado em:

Ilan citou a melhoria em indicadores como do setor externo e redução na taxa de desemprego, que saiu do pico.
Foto: Evaristo Sá/AFP
Ilan citou a melhoria em indicadores como do setor externo e redução na taxa de desemprego, que saiu do pico. Foto: Evaristo Sá/AFP
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou a necessidade de reformas para manutenção da recuperação econômica e para o crescimento sustentável da economia, em especial as mudanças na Previdência Social. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele disse que não devemos esperar que o cenário externo continue benigno indefinidamente e ressaltou a necessidade das reformas para manter inflação e juros baixos. "Para garantir a tendência sustentável de juros são necessárias reformas", destacou. 

Ilan explicou que a frustração no processo de aprovação das reformas é um dos riscos para a inflação voltar a crescer, assim como mudanças no cenário internacional. 

No sentido contrário, ele lembrou que há riscos também de a inflação ficar abaixo da meta, como do choque no preço dos alimentos se espalhar para outros preços da economia e da inércia perpetuar os preços para baixo. 

Em relação aos juros, ele ressaltou que o juro real hoje é baixo do ponto de vista histórico e que a conjuntura é de estímulo econômico, uma vez que a taxa básica de juros está abaixo do juro estrutural. "Nosso papel hoje é manter taxa estrutural e inflação mais baixas", completou. 
 
O presidente do BC destacou o primeiro resultado positivo no consumo desde 2014, que avançou 1,4% no segundo trimestre, e disse que os juros mais baixos levaram ao aumento no crédito para as famílias, com queda na inadimplência e no endividamento, enquanto a queda da inflação elevou o poder de compra da população. "Temos um aumento permanente de renda calcado em bases sólidas. A inflação caiu e não vai voltar para dois dígitos. Isso favorece as camadas mais baixas", completou. 

Em sua fala, Ilan Goldfajn também citou a melhoria em indicadores como do setor externo e redução na taxa de desemprego, que saiu do pico. "O conjunto de indicadores mostra sinais de recuperação gradual da economia. A redução da inflação, queda de juros e melhoria de crédito produzem a recuperação", afirmou. 

O presidente do BC ressaltou que o próximo passo esperado é a retomada dos investimentos e que, nesse sentido, são importantes os esforços do governo em infraestrutura e privatização. 


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