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Habitação Caixa suspende, de novo, financiamento mais barato da casa própria Essa linha de crédito é destinada a trabalhadores que têm conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há três anos ou mais

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 19/06/2017 19:58 Atualizado em:

Sem dinheiro, a Caixa Econômica Federal suspendeu, novamente, a linha pró-cotista que tem os juros mais baixos para financiamento da casa própria. Alegação: o dinheiro acabou. Essa linha de crédito é destinada a trabalhadores que têm conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há três anos ou mais. Os juros são de 8,6% ao ano, quando os demais clientes do banco pagam, em média, 10,5% anuais.
 
Segundo o banco, só serão contemplados os clientes que assinarem contratos até 31 de julho ou cujos processos já estejam em andamento. Na linha pró-cotista, o valor dos imóveis não pode passar de R$ 950 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em São Pulo e em Minas Gerais. Nos demais estados, o teto é de R$ 800 mil.
 
A linha pró-cotista só é mais cara que os financiamentos concedidos por meio do Minha Casa Minha Vida. A Caixa alega que a suspensão dos empréstimos aos trabalhadores se dá “em razão do comprometimento total do orçamento definido pelo Conselho Curador do FGTS”.
 
A primeira vez que a Caixa suspendeu os financiamentos para a linha pró-cotista foi em abril. Mas, por pressão do banco, em maio, o orçamento foi reforçado em R$ 2,54 bilhões, de R$ 5 bilhões para R$ 7,54 bilhões. Os recursos extras, porém, não foram suficientes para atender a demanda.
 
Na melhor das hipótese, pode ser que o Conselho Curador faça um novo aporte à linha pró-cotista. No entender de técnicos da instituição, demanda há, mesmo com toda a recessão. Os trabalhadores que adiaram a compra da casa própria por causa da crise, agora, estão se animando a realizar o sonho diante da queda dos preços dos imóveis.
 
Para o setor da construção civil, é vital que a Caixa mantenha ativas todas as linhas de crédito para a casa própria. Crédito é fundamental para que o mercado consiga sair do atoleiro no qual se meteu nos últimos anos.

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