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Expectativa Petróleo sobe antes de dado de estoques dos Estados Unidos Investidores têm pesado, nas últimas semanas, notícias sobre as extensões de cortes da Opep

Por: AE

Publicado em: 17/05/2017 09:47 Atualizado em:

O risco de o mercado voltar a uma situação de superoferta independentemente de quando será o prazo final do acordo. Foto: Stéferson Faria/Ag. Petrobras
O risco de o mercado voltar a uma situação de superoferta independentemente de quando será o prazo final do acordo. Foto: Stéferson Faria/Ag. Petrobras


Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta quarta-feira, beneficiados pela perspectiva de queda dos estoques norte-americanos e pelo dólar mais fraco.

Às 8h20 (de Brasília), o Brent para julho negociado na Intercontinental Exchange (ICE) exibia ganho de 0,48%, a US$ 51 90 o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI avançava 0,25%, a US$ 48,79 por barril.

Hoje, o Departamento de Energia (DoE) divulga o relatório semanal sobre os estoques e a produção norte-americana, que vem preocupando investidores por causa da velocidade com que se recupera. Para muitos, a produção do xisto norte-americano coloca em risco o reequilíbrio projetado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no acordo de cortes de produção.

A expectativa dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires é que os estoques do país tenham recuado 2,2 milhões de barris na semana encerrada em 12 de maio. Ontem, no entanto, a American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) divulgou uma estimativa de alta de 882 mil barris no período. O dado é considerado uma prévia do DoE.

Investidores têm pesado, nas últimas semanas, notícias sobre as extensões de cortes da Opep e análises afirmando que os cortes podem não ser suficientes. Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório dizendo que, mesmo com a renovação dos cortes, os estoques globais não se moverão para baixo no final de 2017.

Para Vivek Dhar, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, existe ainda o risco de o mercado voltar a uma situação de superoferta independentemente de quando será o prazo final do acordo.

"O risco é que os participantes voltem todos aos níveis de produção pré-crise rapidamente", disse. 


TAGS: eua opep petroleo

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