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Previdência Meirelles: investigações de políticos no âmbito da Lava Jato não afetam reforma "É compreensível que deputados estejam preocupados com as eleições em 2018. Os parlamentares, sendo ou não investigados, têm interesse em fazer seus trabalhos", ponderou o ministro

Por: AE

Publicado em: 20/04/2017 19:45 Atualizado em:

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que as investigações em curso relativas a políticos suspeitos de atos ilegais, no âmbito da Operação Lava Jato, têm efeito neutro sobre o ritmo da avaliação do Congresso sobre a proposta do governo para a reforma da Previdência Social. 

"É compreensível que deputados estejam preocupados com as eleições em 2018. Os parlamentares, sendo ou não investigados, têm interesse em fazer seus trabalhos", ponderou o ministro. "Ao fim do dia, o mais importante é que o País volte a crescer e a inflação e juros caiam", apontou. 

Para Meirelles, seria positivo que a reforma da Previdência fosse aprovada pelo Congresso até junho, pois geraria um elemento positivo nas expectativas de agentes econômicos. "O risco fiscal está caindo com as propostas de reformas. O risco país tem diminuído num somatório", destacou. 

O ministro ainda ressaltou que a versão do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), propicia um benefício fiscal próximo a 76% da proposta original do governo para um período de 10 anos. 

Meirelles afirmou ainda que com o avanço de indicadores macroeconômicos no País, que já começa a ocorrer, como mostrou o IBC-BR de fevereiro, as agências internacionais de rating notarão tal evolução. "Na medida em que as coisas funcionem bem, isso será observado pelas agências de rating", comentou. 

Reforma trabalhista
O ministro afirmou também que "é pouco provável" a migração maciça de trabalhadores para tornarem-se microempreendedores com a reforma trabalhista. "É um risco teórico, não é um risco prático a flexibilização muito maior do mercado de trabalho", apontou. "Estamos monitorando a evolução com cuidado", apontou. De acordo com o ministro, caso ocorra uma mudança muito forte nesta questão, o governo vai avaliar como poderá agir, inclusive para evitar impactos indesejados nas contribuições previdenciárias.


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