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Tecnologia Bitcoins chegam ao Recife Moeda virtual eliminará a intermediação bancária entre negociações e é a aposta de empresas locais, como o Paço Alfândega

Por: Thatiana Pimentel

Publicado em: 02/04/2017 15:29 Atualizado em: 02/04/2017 15:32

Você já ouviu falar de uma moeda que, no câmbio atual, uma unidade vale por R$ 3,2 mil? Pode parecer uma fantasia, mas essa moeda existe e está começando a se popularizar em alguns setores empresariais pernambucanos. Essa é a bitcoin, moeda virtual que surgiu em 2008 para eliminar a intermediação bancária entre negociações e chega em 2017 reconhecida globalmente e aceita no varejo físico de diversos países, inclusive o Brasil. A moeda, apesar de virtual, é considerada segura, uma vez que valida compras mas evita o compartilhamento de informações pessoais dos usuários. Agora, ela é a aposta nova do Shopping Paço Alfândega, que quer se tornar o primeiro centro de compras do Brasil a aceitar a bitcoin em todas as suas operações, e da pernambucana Tempest Security Intelligence, que se prepara para abrir a Coinwise, primeira empresa de tecnologia do Nordeste especializada na moeda virtual.

A meta para que todas as lojas do Paço aceitem a moeda é até 2018. Para isso, foi incluída uma cláusula no contrato de unidades no shopping a partir de janeiro deste ano, que avisa que todas as marcas instaladas lá deverão aceitar bitcoins. “Essa é a moeda do futuro e nosso conceito é ser o shopping do futuro. Não tem uma região melhor em Pernambuco para iniciar essa experiência do que no Bairro do Recife, onde existe o maior polo tecnológico da América Latina, que é o Porto Digital”, explica Hélio Azevedo, superintendente do Paço.

Os primeiros incentivos já foram dados. Ainda no final de 2016, o shopping disponibilizou uma máquina de vendas, criada pela Tempest, onde é possível comprar e trocar bitcoins dentro do mall. A máquina está instalada no restaurante La Douane, que, em janeiro deste ano, se tornou o primeiro restaurante do estado a aceitar bitcoins como forma de pagamento.

Além dessa máquina, que é a segunda do Brasil, a recém-criada Coinwise estará instalando, até o final de abril, mais outras quatro unidades de máquinas de compra da moeda. Quando estiverem funcionando, as máquinas, que custam R$ 5 mil cada, tornarão o Recife a capital brasileira dos bitcoins. “O bitcoin é a moeda do futuro e estamos abrindo a Coinwise justamente porque queremos estar à frente dessa tendência. É algo irreversível, como a própria internet”, explica Marco Carnut, CEO da Coinwise.

Segundo ele, para comprar moedas através da máquinas, basta colocar a cédula do real e retirar o cartão emitido. Nele, o consumidor tem um endereço eletrônico e um QR que contém registrados o valor de bitcoins comprados e podem ser usados para o resgate ou a troca da moeda. “A vantagem para quem compra é que a moeda se valoriza muito e pode ser usada como um investimento, além do que ela dá maior liberdade de pagamento e é quase impossível para um usuário comum ser fraudado ou perder o valor investido”, detalha Carnut. Vale ressaltar que, nos últimos dois anos, o bitcoin valorizou quase 200%.

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