• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Suape Transpetro cancela contrato de mais de US$ 1 bilhão com o estaleiro Atlântico Sul Em nota, a empresa reafirmou manutenção de contrato com o estaleiro para construção de outros oito navios

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/06/2016 19:23 Atualizado em: 28/06/2016 21:31

O estaleiro Atlântico Sul ainda terá que entregar oito navios para a Transpetro até 2019, dos quais apenas três tiveram as obras iniciadas. Foto: Teresa Maia/DP/Arquivo (O estaleiro Atlântico Sul ainda terá que entregar oito navios para a Transpetro até 2019, dos quais apenas três tiveram as obras iniciadas. Foto: Teresa Maia/DP/Arquivo)
O estaleiro Atlântico Sul ainda terá que entregar oito navios para a Transpetro até 2019, dos quais apenas três tiveram as obras iniciadas. Foto: Teresa Maia/DP/Arquivo

A Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, confirmou nesta terça-feira o cancelamento de contratos assinados com o estaleiro Atlântico Sul, em Suape, para a construção de sete navios. De acordo com a Folha de S. Paulo, o contrato cancelado foi de US$ 1,223 bilhão. Em nota oficial, a empresa afirma que os sete navios que tiveram a construção cancelada seriam utilizados para o escoamento do petróleo das plataformas que ficam no alto-mar.

A empresa reafirmou, também na nota, a manutenção dos contratos de oito navios, dos quais três já tiveram as obras iniciadas. Pelo contrato original, assinado em 2008, a Transpetro receberia 22 embarcações até este ano, porém, o estaleiro Atlântico Sul atrasou as entregas. Agora, o prazo é que todos os oito navios restantes sejam entregues até 2019. O EAS já havia entregado sete navios.

O Estaleiro Atlântico Sul surgiu no contexto do Programa de Modernização da Frota (Promef), quando o governo federal queria reduzir a compra de navios no exterior e as despesas com aluguel. O programa previa a contratação de 49 embarcações, com um orçamento de R$ 11,2 bilhões. O EAS foi o estaleiro que obteve a maior fatia dos recursos. Com o agravamento da crise política e econômica, o fim dos contratos já vinha sendo cogitado, sem confirmação dos envolvidos. As negociações envolveram inclusive o governo do estado. Representantes tiveram reuniões em Brasília e contavam com a retomada dos contratos, até então eram considerados apenas suspensos.

Por este motivo, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes, a notícia não foi uma surpresa para o EAS, nem para os trabalhadores. "O Atlântico Sul já cortou o que tinha que ser cortado. O quadro está muito enxuto. Caso demitam, eles correm um risco muito grande de não atender ao prazo que possuem. Por enquanto, nos sentimos aliviados em ter os empregos mantidos até 2019". Pelos cálculos do sindicato, o estaleiro emprega hoje 3.900 funcionários próprios.

Confira abaixo a nota da Transpetro na íntegra
A Transpetro informa que celebrou com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) Instrumento Particular de Transação Extrajudicial (TEJ) para manter vigentes os contratos de três navios suezmax e cinco aframax. A construção dos suezmax está em andamento (sete já foram entregues) e o início da construção dos aframax está previsto para as próximas semanas. O atual cronograma prevê a entrega das embarcações até o fim de 2019.

O acordo estabeleceu ainda o cancelamento da construção de sete navios de posicionamento dinâmico (quatro suezmax e três aframax) e o encerramento das pendências contratuais existentes.

Com informações da repórter Rochelli Dantas


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.