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Juros » Como repercutiu a manutenção da taxa Selic em 11% ao ano

Agência Estado

Publicação: 03/09/2014 21:15 Atualização:

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa de juros Selic em 11% ao ano prolongará as dificuldades da indústria brasileira e a retomada da atividade produtiva. Em nota divulgada há pouco, a entidade defende a redução gradual dos juros, "o que possibilitará o retorno dos investimentos, o aumento do consumo e a retomada do crescimento da indústria brasileira".

Já o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, esperava uma leve queda da Selic e disse que a decisão do Copom mostra que a inflação ainda preocupa. "A decisão do Copom de manter inalterada a Selic não surpreendeu mas acreditamos que haveria espaço para uma redução moderada da taxa, considerando o baixo nível das atividades econômicas, que não apresentam perspectivas de melhora no curto prazo", afirmou Amato, em nota distribuída à imprensa.

"O Banco Central, no entanto, parece mais preocupado com a inflação - que efetivamente continua elevada - do que com o crescimento da economia", analisou. "As medidas macroprudenciais adotadas recentemente pelo BC, visando a estimular o crédito, ainda não surtiram efeitos, pelo que se espera que o Copom, em sua próxima reunião, reduza as taxas de juros para estimular a economia."

O economista-chefe do Banco Santander, Maurício Molan, disse que a manutenção da Selic em 11% ao ano e a retirada do comunicado da expressão "neste momento" indica que o Copom sinaliza com uma estratégia de caráter de mais longo prazo. De acordo com Molan, a Selic deve permanecer neste patamar de 11% ao ano até o início do ano que vem. "Continua até o início do ano vem. Com o novo presidente tomando posse, poderá haver uma mudança mais substancial na política monetária, com um esforço mais acentuado com a meta de inflação", disse.

A grande discussão, de acordo com o economista do Santander, era o dado do PIB que, por ter vindo aquém das expectativas (-0,6% no segundo trimestre) poderia sugerir uma frouxidão da política monetária. "Não ocorre porque, apesar de a economia estar vindo menos robusta, ela ainda não impactou a inflação", avaliou o economista.

Para ele, o BC mostra que não vai se mover pelos indicadores de curto prazo. "Vai esperar essa desaceleração da economia bater no mercado de trabalho para afrouxar a política de juros. Vai esperar o impacto no trabalho para afrouxar a taxa de juros", disse.

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