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Refinaria » Trabalhadores de empresa que presta serviço à Petrobras cruzam os braços

Publicação: 03/09/2014 16:44 Atualização: 03/09/2014 21:43

Cerca de 70 funcionários da Emypro Brasil, empresa que presta serviço à Petrobras, paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira (3), na Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Os trabalhadores cruzaram os braços por volta das 7h30. A medida foi em protesto contra o descumprimento do acordo coletivo, conseguido em agosto. A Emypro Brasil é a responsável pela instalação da tubulação que conduzirá o petróleo dentro da Petrobrás.

"Os pontos principais é que o Plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que foi acordado não foi executado, o plano de saúde não atende às necessidades dos funcionários, que ainda estão com jornada excessiva de trabalho, de domingo a domingo sem folga", afirmou Leodelson Bastos, diretor de fiscalização do Sintepav-PE (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco).

Em reunião organizada no início da tarde, a Emypro se comprometeu a pagar ainda nesta quarta-feira um salário como participação nos lucros para todos os funcionários. "Se eles não depositarem até às 18h, iremos paralisar as atividades nesta quinta-feira também", ressaltou Bastos. À noite, o dirigente confirmou que as demandas foram atendidas e o trabalho voltará ao normal nesta quinta (4). Em 30 dias, a Emypro também afirmou que irá mudar o plano de saúde e o esquema de folgas.

Relembre

Mais de 30 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape paralisaram as atividades, em agosto, para reivindicar melhorias e o cumprimento de direitos trabalhistas. A greve durou quatro dias e foram realizadas assembléias em frente à portaria Oeste (portão 02) da Refinaria, no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Os trabalhadores aprovaram a proposta de 9% de reajuste, além do aumento do valor da cesta básica para R$ 350 e a conquista mais comemorada pela categoria: o adicional de 30% de periculosidade para todos os trabalhadores envolvidos na planta industrial. Todos os trabalhadores tiveram os quatro dias de paralisação abonados.

* Com informações da repórter Thatiana Pimentel

 

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