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Empreendedorismo » Como ter sucesso com franquias em 5 passos

Thatiana Pimentel

Publicação: 31/08/2014 09:18 Atualização: 31/08/2014 09:29

Trajano decidiu investir no negócio depois que leu matéria sobre as melhores franquias do país (JULIO JACOBINA/DP/D.A PRESS)
Trajano decidiu investir no negócio depois que leu matéria sobre as melhores franquias do país (JULIO JACOBINA/DP/D.A PRESS)
Engenheiro de telecomunicações, Sandro Alves queria investir em um negócio próprio, mas o risco de abrir uma empresa sozinho o desencorajava. Até que, de tanto ver a mulher elogiar uma franquia de depilação instalada em Boa Viagem, Sandro teve a ideia de investir no mesmo modelo de negócio. Desta forma, enquanto franqueado, teria um suporte para se lançar no mercado. Hoje, depois de sete anos, Sandro se prepara para abrir sua terceira unidade da rede de franquias Depil Action e comemora um crescimento de 20% ao ano.

A escolha por uma franquia, de acordo com os números do Sebrae, foi a menos arriscada para o empresário. Segundo a entidade, enquanto 80% das pequenas empresas fecham as portas nos primeiros cinco anos, no caso deste modelo, essa fatia cai para 15%. E, mesmo com a estagnação da economia, inflação acima de 6% e previsão de PIB menor que 1%, as franquias cresceram no primeiro semestre de 2014 cerca de 10%. Nos últimos doze meses, esse mercado movimentou R$ 115,6 bilhões no país, com a implantação de 115 mil unidades franqueadas, sendo duas mil em Pernambuco.  
 
Alves prepara-se para abrir a terceira franquia da rede Depil Action (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS)
Alves prepara-se para abrir a terceira franquia da rede Depil Action (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS)
Trajano, dono de uma unidade da Quality Lavanderias, reforça as facilidades de participar de uma rede. “Trabalhava com vendas e vi uma matéria com as melhores franquias do Brasil. Não tinha certeza sobre abrir um negócio, mas o suporte me atraiu”, detalha. Trajano conta que foi atrás da rede ainda cauteloso, mas ganhou confiança à medida que passou a conhecer mais da franquia.

“Eles me deram um treinamento intensivo em São Paulo e um consultor ainda passou 15 dias aqui comigo me orientando e treinando meus funcionários. Além disso, todos os anos eu posso pedir curso de atualização. Isso é uma ajuda muito grande para o empresário, nos poupa tempo e dinheiro.” Hoje, apenas 24 meses depois, Antônio revela um crescimento de 60% e já se prepara para abrir outra unidade da marca. “Recomendo escolher uma franquia forte. Quanto maior a rede, maior o suporte.”

Apesar das histórias com finais felizes serem maioria neste segmento, o perigo da falência exige atenção dos empreendedores. Para ajudar os interessados por negócios neste segmento, conversamos com João Carlos Fugice Jr, sócio da Go-Akira, consultoria especializada em franquias, e com Gustavo Schifino, vice-presidente da (ABF), que indicaram os cinco pontos mais importantes para ser um franqueado de sucesso. Confira:

1 - Analise seu perfil empreendedor
João Carlos Fugice Jr. acredita que nem todo mundo consegue seguir o padrão imposto pelas franquias. “Se você quer abrir uma empresa com sua cara, tem milhares de ideias criativas, quer inovar em produtos, processos ou serviços, dificilmente você vai gostar de ser um franquiado. Neste caso, vale mais investir em um negócio próprio”, recomenda.  Gustavo Schifino sugere também que os interessados em investir em uma rede busquem áreas que sejam de seu interesse. “Não faz sentido abrir um restaurante se você não gosta de comida. Quando a gente faz o que gosta, a chance de dar certo é 100% maior.”

2 -  Escolha bem sua localização
“Uma boa localização faz a propaganda do negócio.  Os shoppings são um ambiente propício para as franquias e já trazem vários benefícios, mas até dentro de um shopping, se você estiver mal localizado, vai perder clientes. O ideal é encontrar um ponto em que não haja um concorrente perto e o mix de produtos vendidos ao seu redor tenham pontos de convergência com seu produto”, detalha Schifino.  Já Fugice ressalta que, no caso de lojas de rua, é preciso pensar em outras questões como a acessibilidade, a facilidade dos clientes encontrarem o endereço, em estacionamento e na segurança.

3 - Converse com outros franquiados da rede
Para José Carlos Fugice, esse ponto é essencial para evitar ciladas. “Procure a rede, fale de seu interesse e peça contatos de outros franquiados. Se possível, fale com alguém do seu estado, para ter um termômetro mais fiel do mercado local e da aceitação da marca”, detalha. Segundo ele, essa conversa pode mostrar ao empreendedor como a rede procede, se a projeção de retorno de investimento fornecida é real e quais os serviços extras são oferecidos ao franquiado (exemplo: assessoria de imprensa, divulgação, suporte técnico etc). “Além disso, você identifica seus concorrentes imediatos”, completa.

4 - Busque capacitações para você e sua equipe
Segundo o vice-presidente da ABF, Gustavo Schifino, por mais preparado que seja, o empreendedor sempre deve se atualizar e investir no treinamento da sua equipe. “Nem sempre é preciso gastar dinheiro para isso. Hoje, existem órgãos como o Sebrae que oferecem diversos cursos gratuitamente. A internet também tem muita informação e conteúdo que pode ajudar. Busque em sites oficiais, como o da ABF”, afirma. Para o treinamento dos funcionários, Schifino indica procurar cursos da própria rede de franquias. “Ter uma equipe eficiente e ligada nas novidades do mercado é tão importante que esse pode ser um critério para você escolher sua rede. Sempre pergunte a franquiadora se ela oferece qualificações.”

5 - Não confundir pessoa jurídica com pessoa física
“Esse é um erro extremamente comum e que traz consequências muito ruins para qualquer negócio”, explica o especialista em franquias, João Carlos Fugici Jr. De acordo com ele, todo o franquiado precisa separar o fluxo de caixa da empresa da sua própria conta bancária. “Ninguém que quer crescer no próprio negócio pode comprar coisas pessoais com dinheiro da empresa. Principalmente no começo. O retorno do investimento de uma franquia começa no mínimo a partir do segundo ano de negócio. Então, nos primeiros 12 meses, os empreendedores não podem esperar lucros. Nesse período, nada deve ir para o bolso do dono.”
 

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